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Caso da rua Oscar Freire: jovem de Igarapava diz que agiu em legítima defesa
10/11/2011

LUCAS ROSSETI VAI SER JULGADO POR HOMICÍDIO




Uma juíza de São Paulo decidiu que Lucas Zanetti Rosseti, 21 anos, deve ser julgado por homicídio e não latrocínio, roubo seguido de morte.

O rapaz de Igarapava ficou conhecido nacionalmente ao ser acusado de ter matado a facadas o analista de sistemas Eugênio Bozola, 52 anos, e o modelo Murilo Rezende da Silva, 21 anos, no dia 23 de agosto, em um apartamento da rua Oscar Freire, no bairro Jardim Paulista, em São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, Lucas após matar os dois homens fugiu com o carro de uma das vítimas.

Lucas, em depoimento aos policiais, assume apenas que matou Eugênio após acordar e flagrá-lo esfaqueando o modelo. Ele diz que tirou a vida do analista de sistemas para não ser assassinado. "O Judiciário concluiu que Lucas falou a verdade e que ele não roubou nada de ninguém. Ele pegou o carro para fugir e não para proveito próprio e isto não é roubo", diz o advogado Leonardo Rezende Borges que defende Lucas.

Para o advogado, a Polícia Civil foi precipitada ao acusar Lucas de latrocínio sem esperar a chegada dos laudos periciais. "Ele foi malhado como se fosse um monstro e em breve vai provar que disse apenas a verdade", afirma o advogado.

Ele conta que a Polícia Civil encontrou vestígios que Eugênio teria vomitado nove comprimidos e que o fato pode indicar que o analista de sistemas planejou o crime.

"Tudo indica que Eugênio teria tomado medicamento para se matar. Na minha opinião, ele pode ter planejado um duplo homicídio passional seguido de suicídio", diz ele.

Liberdade
Lucas está preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros desde quando foi preso em Sertãozinho. Na época, ele contou ao delegado Targino Osório, titular da DIG da cidade, que matou o analista de sistemas em legítima defesa. "A Justiça vai constatar que ele fala a verdade e ele será solto", diz o advogado de Lucas Rosseti.