POLϿ�TICA

A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera: venda de casas populares é investigada
22/11/2011

MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGARÁ VENDA DE CASAS POPULARES EM RIBEIRÃO PRETO




ma força-tarefa formada por membros do Ministério Público e Polícia Civil vai investigar a denúncia de venda de casas populares em Ribeirão Preto.

Quarta-feira, dia 16, Marta Aparecida Mobiglia, acusada de receber entre R$ 1,8 mil e R$ 3 mil de pessoas interessadas em burlar o esquema de entregas dos imóveis, afirmou que o esquema era liderado pela prefeita Dárcy Vera (PSD) e a irmã dela, Marli da Silva Vera, conhecida como “Chaveirinho”.

“Vou falar com o delegado sobre o que ele apurou até agora e devemos ter um promotor criminal no caso. Aqui, pela promotoria cível, já temos um inquérito aberto. Talvez um terceiro também entre neste caso. Pretendemos ouvir todas as pessoas e apurar o que realmente aconteceu”, afirma Sebastião Sérgio da Silveira.

Ele também pretende pedir a o histórico de chamadas telefônicas usados por Marta para verificar se ela realmente recebeu ligações da prefeita e da irmã dela. Marta diz que Dárcy e a irmã chegaram a ligar para ela quatro vezes de um número restrito. Em uma das vezes, a irmã da prefeita teria dito que Marta receberia um salário mensal de R$ 1,8 mil. Dárcy nega as ligações. “Com a verificação das chamadas telefônicas podemos ver qual o número do telefone e se realmente este número pertencia à prefeitura de Ribeirão Preto ou à prefeita”, diz o promotor.
Silveira também aguarda a lista dos contemplados com as casas populares sorteadas pela Cohab-RP (Companhia Habitacional Regional de Ribeirão Preto) e pelo CDHU (Companhia Desenvolvimento Habitacional Urbano). “Dei prazo de 20 dias para eles me entregarem e vence na próxima semana. Sabemos que existem casas retomadas e pode ser que a fraude esteja neste trâmite”.

Lista
A arquiteta Maria Rosa Lopes Ferreira, apontada como uma das mulheres que vendiam casas populares em Ribeirão Preto, iria depor ontem, sexta-feira, dia 18, no 4º Distrito Policial de Ribeirão Preto.

“Ela vai confirmar o que a Marta disse e entregaremos uma lista com 200 nomes e telefones das pessoas que pagaram e entregaram documentos”, diz Antônio Carlos Oliveira, advogado das duas mulheres.

Marta afirma que apenas recebia dinheiro e documentos e repassava os valores para a prefeita de Ribeirão e a irmã dela. Também diz que Maria Rosa não sabia do esquema montado para a venda ilegal de casas. “Elas trabalhavam juntas no mesmo imóvel, mas Maria Rosa não tinha conhecimento do caso”.
Na tarde desta quinta-feira, dia 17, as duas mulheres estiveram no escritório do advogado para afinarem o testemunho de sexta-feira. Não estamos combinando nada, apenas vou passar orientações como advogado”, diz.