A psicóloga Margareth Germano Del Guerra TorracaA psicóloga da Apae de Ituverava, Margareth Germano Del Guerra Torraca, atua na entidade há 18 a-nos. “O teste do pezinho detecta o hipotireoidismo congênito e a fenilcetonúria, que são as causas mais freqüentes de distúrbios mentais e intelectuais registrados”.
Segundo ela, a Apae não possui dados sobre as causas das deficiências. “Na maioria das vezes, as crianças já chegam aqui com a deficiência instalada.
Então, elas iniciam tratamento, que passam incluem dieta especial e medicamentos próprios.
Isso possibilita amenizar as conseqüências destas deficiências em ‘nossos assistidos’”, complementou a psicóloga.
A Apae de Ituverava atende hoje a 110 pessoas portadoras de necessidades especiais, com idades entre seis meses e 63 anos. Na entidade, elas recebem estimulação precoce e atendimento ambulatorial, passando por psicólogo e assistente social, por terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia,por médico psiquiatria.
“Além disso, também temos a Escola Especial, onde o aluno participa de aulas de alfabetização e de Educação Física e também participam oficinas de arte terapêuticas”, concluiu.
Brasil passou a adotar o Exame em 1976
O teste de triagem neonatal foi desenvolvido pelo médico norte-americano Robert Guthrie, que em 1961 criou um método para diagnóstico precoce da fenilcetonúria em amostras de sangue seco colhido em papel-filtro. De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal (SBTN), a partir dessa iniciativa foi disseminada a triagem neonatal para diagnóstico de diversas doenças em grandes populações e, em 1964, 400 mil crianças tinham sido testadas para fenilcetonúria em 29 estados americanos.
Em 1968, a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a recomendar o "Teste de Guthrie", denominação internacional recebida pelo teste de triagem neonatal. No Brasil, o teste foi introduzido em 1976 pelo médico Benjamin Schmidt em um projeto da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE-SP) para detecção da fenilcetonúria. Nas décadas de 1970 e 1980, os exames se disseminaram em alguns estados levando à edição de leis locais para a obrigatoriedade de realização.
Em 1992, o Ministério da Saúde publicou portaria incluindo a triagem neonatal da fenilcetonúria e do hipotireoidismo no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2001, outra portaria do ministério ampliou a cobertura populacional e incluiu a anemia falciforme (e outras hemoglobinopatias) e a fibrose cística entre as doenças a serem detectadas pela triagem neonatal.