Pátio da Rodovia Anhangüera em Ituverava, onde está grande número de veículos Segue as investigações sobre o suposto esquema de corrupção, envolvendo dezessete policiais rodoviários que atuavam em Franca e em mais quatro cidades da região, incluindo Ituverava.
Nesta semana, os 17 policiais envolvidos no caso da “Máfia do Guincho”, como foi denominado pelo jornal “O Estado de São Paulo”, que estavam em prisão administrativa foram soltos, de acordo com as informações oficiais enviadas pelo Centro de Comunicação Social da Polícia Militar de Franca.
“Com o término do prazo legal de cinco dias da prisão administrativa, os policiais militares rodoviários foram colocados em liberdade. Porém, os mesmos permanecem à disposição da Corregedoria da PM, cumprindo expediente administrativo, para diligências complementares referentes ao Inquérito Policial-Militar que se encontra em andamento”, relatou a PM, em nota oficial enviada no final da semana.
A instituição anunciou também que “não mais se manifestará, até que ocorram novos fatos, para não atrapalhar as investigações”.
O prazo para conclusão do inquérito é de 60 dias, podendo, no entanto, se concluído antes ou prorrogado.
A Tribuna de Ituverava procurou pela Delegacia Sec-cional de Franca, que inves-tiga o caso, mas o órgão não se pronunciou.
Entenda o caso
De acordo com informações divulgadas na semana passada, o grupo formado por dezessete policiais receberiam dinheiro para apreender veículos, que seriam guinchados para o pátio de Ituverava. A empresa Sitran, responsável pelo pátio para onde os carros eram levados, afastou os donos de caminhões guincho investigados.
Quase metade do pelotão da Polícia Rodoviária de Franca está envolvida, são um sargento, dois cabos e quatro soldados de Franca, além de outros PMs de outras cidades da região.