Ribeirão Preto aparece entre as 20 que mais contrataramA crise internacional, apontada pelo Sindicato da Indústria de Calçados de Franca como o principal fator para a diminuição nas exportações, refletiu também na queda de 5% no número de contratações do setor calçadista em 2011 – se comparado com o ano passado. Os números divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho referentes ao mês de novembro, divulgados nesta terça-feira (20), fizeram com que a cidade ocupasse a quinta posição na lista das que mais demitiram no período. Somente em Franca foram 1.688 baixas.
Crise
Cerca de 15% da produção calçadista de Franca é destinada ao comércio exterior. Segundo o presidente da Sindifranca, José Carlos Brigagão, a crise que atinge a Europa e os Estados Unidos, são alguns fatores que contribuíram para esses números. A crise na exportação contribuiu para uma diminuição no quadro de funcionários das empresas. Em setembro do ano passado, o setor empregava 29,2 mil trabalhadores. Já no mesmo período deste ano o número caiu para 28 mil, uma redução de 4,13%.
Em indústrias e fábricas de calçados femininos, a exportação chegou a diminuir 60%. “A exportação está difícil, é preciso focar cada vez mais no mercado interno”, afirma o diretor industrial, Antônio Henrique Goulart.
Ribeirão Preto contrata
Ribeirão Preto também aparece na lista do Caged, porém, entre as cidades que mais contratou no mês de novembro. Foram 1.434 novos empregos, impulsionados pelo "Feirão do Emprego", organizado por 20 empresas do setor de serviços. Foram oferecidas 4,3 mil vagas, inclusive para portadores de necessidades especiais, em dois dias de evento, na Esplanada do Theatro Pedro II.
Rio de Janeiro lidera ranking
Das dez cidades brasileiras que registraram o melhor desempenho na geração de emprego formal em novembro, oito são capitais de seus respectivos estados, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho divulgados nesta terça-feira (20).
São Paulo perdeu a liderança do ranking, mantida há vários meses, para o Rio de Janeiro, que criou 13.335 vagas no mês passado. A capital paulista abriu 10.588 postos formais em novembro.
Na outra ponta, Petrolina, em Pernambuco, foi destaque de perda de vagas pelo segundo mês consecutivo, com corte de 2.847 vagas formais, seguindo uma perda de 4,7 mil em outubro. A segunda cidade que mais demitiu no mês, Juazeiro, na Bahia, perdeu 2,3 mil vagas.
O Estado de São Paulo foi destaque em perda de vagas no mês. Dos 50 municípios que mais perderam postos de trabalho em novembro, 36 são paulistas.
Em todo o país, foram criadas 42.735 vagas com carteira assinada em novembro, o que representa queda de 69% frente ao mesmo mês do ano passado, quando foram abertos 138.247 empregos formais. O resultado é o pior para um mês de novembro desde 2008, quando foram fechados cerca de 41 mil empregos com carteira assinada.