GERAL

Não cumprimentos das metas de final de ano pode causar melancolia e depressão
22/12/2011

METAS NÃO CUMPRIDAS PODEM GERAR MELANCOLIA NO FIM DE ANO


O não cumprimento dos objetivos, constatado no final do ano, pode levar à depressão e angústia

O fim do ano chegou, e as confraternizações vão se multiplicando. Se para muitas pessoas a reta final do calendário representa bons motivos para comemorar, para alguns, é razão para tristeza e lamentação pelos objetivos não cumpridos ao longo dos meses.

Como a época leva a uma retrospectiva natural do que foi feito ao longo do ano, uma constatação negativa pode levar a um estado de ansiedade, depressão e angústia.

As avaliações de final de ano são comuns, na medida em que se traça metas para alcançar ao longo do ano. É preciso lembrar, no entanto, que as circunstâncias existem e que, por vezes, impedem de realizar essas metas, o que pode causar profunda frustração.

Para evitar esses sentimentos com metas não alcançadas as pessoas devem estipular objetivos dentro de um parâmetro de realidade, estando atento às causas que impediram a concretização desses planos, para que essas metas possam ser modificadas. Um passo importante é não assumir mais compromissos do que se pode cumprir.

Além disso, é importante rever as diretrizes propostas no início do ano para constar o quanto se extrapolou delas. É fundamental fazer uma crítica objetiva e restabelecer as metas, lembrando que elas têm que ser pautadas dentro da realidade de cada um, para não se decepcionar.

Metas devem ser mais próximas da realidade

A psicóloga ituveravense Ana Silvia Barbosa Sberni Rodrigues diz que as pessoas devem traçar metas, mas que sejam mais próximas da realidade e, portanto, que possam ser concretizadas.

“Em geral, as pessoas traçam metas difíceis de serem cumpridas, contribuindo assim para uma maior sensação de frustração. Podemos pensar que ter meta pode significar ter esperança, tentar aprimorar alguma coisa, fazer novas descobertas, ter um projeto novo e, com isso, se dedicar a colocá-lo em prática”, explica a psicóloga, em entrevista à Tribuna de Ituverava.

Segundo ela, o indivíduo deve observar metas “mais alcançáveis” e trabalhar por elas. “Dessa forma, com certeza, a possibilidade de obter resultados mais significativos no ano que se inicia se confirmará”, enfatiza Ana Silvia.

“É importante também levar em consideração que os imprevistos não podem ser calculados, e que, mesmo traçando metas possíveis, o futuro é incerto. Lembre-se: para alcançar qualquer objetivo, o tempo é um importante aliado. Se no ano proposto não foi possível chegar à meta proposta, no próximo, é só ‘arregaçar as mangas’ e começar novamente a sonhar”, complementa.

A psicóloga ituveravense finaliza. “Angustia faz parte do desenvolvimento e o ser humano, com sua capacidade criativa, tem condições de driblar os sentimentos e recomeçar”.

Especialistas dizem que metas são possíveis com disciplina e sacrifício

Mais um ano se vai e muita gente aproveita janeiro para repensar o orçamento familiar, estabelecer metas e tomar decisões. Mesmo que o dinheiro não esteja sobrando, não se deve desistir facilmente de um objetivo, como realizar uma viagem ao exterior ou fazer melhorias na casa.

Especialistas ouvidos pelo site da Revista Veja apontam que, com algumas mudanças de comportamento, disciplina e uma pitada de sacrifício, o que parecia ser só um sonho de Ano-Novo, pode muito bem se tornar viável.

A principal recomendação é por em prática algo absolutamente intuitivo, mas nem sempre incorporado ao dia-a-dia: o planejamento. Antes de atingir uma meta, afinal, é preciso não só tê-la em mente, mas como delimitar um roteiro para chegar até ela. Estabeleça primeiramente um prazo para conquistá-la. Feito isso, é preciso começar a controlar o orçamento.

Passo a passo

Em uma planilha, anote toda a renda familiar; as despesas fixas, como aluguel e escola; as variáveis, como alimentação e conta de telefone; e as eventuais, como cinema e roupas. Avalie o que é dispensável ou substituível. Faça os ajustes possíveis nas despesas e passe a acompanhá-las mês a mês.

A partir deste mapeamento, logo que receber o salário, tente separar o porcentual a ser poupado e adequar o que sobrou às suas despesas, e não o contrário. Algumas estratégias ajudam na tarefa de administrar o orçamento, como acompanhar os extratos bancários, guardar os comprovantes de pagamento dos cartões de débito e crédito, e conter os saques nos caixas eletrônicos.


A riqueza nos detalhes é recomendável: pequenos gastos são difíceis de rastrear e podem consumir uma parte surpreendente da renda.

Mudanças x diferenças

O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas, Evaldo Alves, afirma que algumas mudanças de atitude podem fazer a diferença. “É preciso aprender a comparar e negociar preço, pesquisar promoções e descontos, buscar qualidade sem se preocupar com grife e evitar compras por impulso”, recomenda. Para evitar a tentação de gastar além da medida, faça uma lista de compras antes de ir ao supermercado e tente sair de casa sem o cartão de crédito.

Já o professor de finanças pessoais do Insper, George Ohanian, dá outra importante dica para atingir os resultados esperados: procure fazer com que toda a família esteja comprometida com seu objetivo. “Para que haja comum acordo, pode-se pensar em alternativas como um sistema de recompensas, desde que não seja gasto tudo que foi economizado previamente”, sugere.

A última, mas não menos importante, recomendação é se livrar das dívidas. Os especialistas em finanças pessoais recomendam que os compromissos financeiros não ultrapassem 30% da renda mensal. Em caso de a pessoa já estar endividada, uma saída para ajudar a reduzir seu custo é substituir financiamentos mais caros, como os do cartão de crédito, por outros com taxas de juros menores, como os empréstimos pessoais oferecidos pelos bancos.