Empresária mantém versão de que Dárcy Vera intermediava negócios; prefeita negaA prefeita Dárcy Vera não vai falar sobre as acusações feitas contra ela, nesta terça-feira (3), pela empresária Marta Aparecida Mobiglia, durante a CPI das moradias populares, em Ribeirão Preto.
Ouvida pela comissão como testemunha, Marta confirmou o depoimento prestado à polícia e citou novamente os nomes de Dárcy Vera e Marli Vera – irmã da prefeita –, como integrantes do esquema de vendas ilegais de casas populares. A empresária afirmou que conversou duas vezes com a prefeita via celular. “Eu tinha procurado a Marli durante a campanha dizendo que eu estava endividada. Depois ela me procurou dizendo: ‘ainda está precisando de emprego?’ e eu falei: ‘lógico, emprego sempre é bem-vindo’ e foi quando tudo começou”, relata.
Por meio da assessoria de imprensa, Dárcy Vera disse que só vai se pronunciar quando a CPI concluir as investigações. A chefe do Executivo também afirmou que está à disposição da comissão para colaborar com as apurações. Porém, até o momento a prefeita não foi convocada. De acordo com o vereador e presidente da CPI, Walter Gomes (PR), ela e a irmã devem ser ouvidas na próxima semana - entre os dias 10 e 12.
Ainda sobre as acusações, a prefeita nega qualquer envolvimento na facilitação na venda de casas populares.
Acareação
Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito estudam convocar a prefeita Dárcy Vera, a irmã, Marli Vera, e a empresária Marta Mobiglia, para uma acareação.
Nesta quinta-feira (5), a CPI vai ouvir o gerente regional da Caixa Econômica Federal, Dermeval Prado Júnior. Na sexta-feira (6), os vereadores tentam colher o depoimento do ex-presidente da Cohab Luiz Marcelo de Salles Roselino.
A Comissão pretende ouvir a prefeita Dárcy Vera e a irmã dela Marli Vera entre os dias 10 e 12 de janeiro.
Quebra de sigilo
Os parlamentares pediram quebra de sigilo telefônico e bancário de Marta e Maria Rosa. Um ofício também será entregue à Delegacia Seccional - que investiga o caso em segredo de justiça - requisitando documentos que possam ajudar nas investigações da Comissão.
Outros envolvidos
A Comissão também estuda a participação de outros vendedores envolvidos na venda ilegal de casas. Segundo Samuel Zanferdini – que também é delegado – caso isso seja comprovado, o grupo poderá ser investigado, além do crime de estelionato, por formação de quadrilha.