Gado é vacinado contra aftosaCom a confirmação de um novo foco de febre aftosa no Paraguai, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou terça-feira, dia 3, uma série de ações imediatas que serão adotadas para evitar que o vírus da doença infecte rebanho brasileiro. O Mapa anunciou uma lista com diversas medidas, incluindo a suspensão temporária das importações de carnes de bovinos oriundos do Departamento de San Pedro, no Paraguai, onde foi detectado o foco de aftosa.
O novo foco é o segundo a ser registrado em três meses na mesma região. Em setembro passado, cerca de 820 bovinos foram sacrificados com rifle sanitário em uma fazenda localizada em San Pedro por causa da doença.
Para evitar que a doença cruze a fronteira, o Brasil retomará o processo de desinfecção dos veículos procedentes do Paraguai. Ficou decidido, ainda, suspender todos os eventos agropecuários no estado do Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai. O Mapa decidiu reativar a "sala de situação" para alerta sanitário com os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em conjunto com os órgãos de saúde animal dos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, haverá reforço nas ações rotineiras de vigilância e de educação sanitária na fronteira, com a identificação e fiscalização a cada 30 dias de propriedades sentinelas (de maior risco de vulnerabilidade). Haverá também inspeção das propriedades vinculadas, ou seja, aquelas que receberam animais das propriedades sentinelas.
Em nota, o Mapa informa também que os ministros da Agricultura e da Defesa acertaram retomar o apoio das Forças Armadas, que vai dar suporte às ações de defesa sanitária animal na região de fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai. O governo federal pretende, ainda, enviar, na próxima semana, uma missão técnica ao Paraguai, para verificar os controles de origem dos animais abatidos e as condições de processamento das carnes exportadas ao Brasil.
O ministério destaca, ainda, que o estado de Mato Grosso do Sul está contratando mais 35 médicos veterinários para trabalharem especificamente na região de fronteira. Para o estado do Paraná, foi solicitado o reforço no georreferenciamento das propriedades da fronteira e a manutenção da vigilância.