ECONOMIA

O contador David Carrer, proprietário do escritório de contabilidade Previal
09/01/2012

IMPACTO DO NOVO SALÁRIO MÍNIMO NA ECONOMIA É PREOCUPANTE




Em entrevista à Tribuna de Ituverava, o contador David Carrer, proprietário do escritório de contabilidade Previal, disse que o reajuste do salário mínimo, com um índice alto, preocupa. “O salário é pouco para quem o recebe. Porém, é muito para aqueles que o pagam, pois, afinal de contas, o reajuste foi um dos mais altos nos últimos cinco anos. Por isso, o impacto dele na economia será bastante forte”, disse.

Carrer deixa claro que o reajuste vale apenas para o salário mínimo nacional. “O mínimo praticado no Estado de São Paulo já é de R$ 600. Entretanto, em nossa região, apenas duas categorias são beneficiadas com este valor: as empregadas domésticas e os trabalhadores rurais, que a partir de janeiro de 2012 também terão que receber o valor de R$ 622 até que haja o aumento do salário mínimo estadual. Acredito que o salário paulista deverá ser elevado para R$ 640 ou R$ 650. Entretanto, este reajuste deve acontecer apenas no mês de março para pagamento em abril”, concluiu o contador.

De acordo com Carrer, serão beneficiados com o novo benefício todos os trabalhadores que ganham o salário mínimo ou aqueles cujo rendimento é calculado com base nele. “Aposentados e pensionistas que tem um benefício de um salário mínimo também estão inclusos. O reajuste é automático, porém, os que ganham acima deste valor terão um índice de reajuste diferenciado, que ainda não foi divulgado pelo governo”, concluiu.

Seguro-desemprego
Também começa a valer este mês, o reajuste de 14,12% do benefício do seguro-desemprego. Com isso, o valor máximo pago ao trabalhador passa de R$ 1.010,34 para R$ 1.163,76. O percentual de reajuste está em resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador publicada no dia (30) no Diário Oficial da União.

O benefício é pago em, no máximo, cinco parcelas de forma contínua ou alternada. Quem, nos últimos três anos, trabalhou entre seis meses e 11 meses recebe três parcelas. Aqueles que trabalharam entre 12 meses e 23 meses recebem quatro parcelas e quem comprovar vínculo empregatício de, no mínimo, 24 meses, recebe cinco parcelas.