GERAL

A partir desta quarta (25), os supermercados não oferecem mais o material. Sacolas retornáveis e caixas de papelão são opções para carregar compras.
25/01/2012

COM FIM DAS SACOLINHAS PLÁSTICAS, POPULAÇÃO BUSCA ALTERNATIVAS




A partir desta quarta-feira (25), as sacolinhas plásticas não estarão mais disponíveis gratuitamente nos supermercados do estado de São Paulo - cada uma custará em torno de vinte centavos. Por isso, os consumidores do interior paulista já estão buscando saídas para substituir o material na hora de carregar as compras.

"Vou comprar uma dessas sacolas retornáveis", diz o aposentado José Francisco Sereno. "É o que todo mundo deve fazer", completa o advogado Clóvis Pimentel. A maioria dos consumidores recebe bem a nova medida, mas alguns donos de supermercados estão receosos. "Acho que os clientes vão reclamar um pouco, até se acostumarem", afirma o empresário Fernando Galves. No supermercado dele, cerca de 30 mil sacolinhas eram usadas todos os meses.

A ideia da campanha "Vamos Tirar o Planeta do Sufoco" é incentivar meios sustentáveis para o transporte das compras. Mas ela não vale como lei - é um acordo entre a Associação Paulista de Supermercados e o governo do Estado.

Só em Sorocaba, no interior paulista, 129 toneladas de sacolinhas eram despejadas nos aterros sanitários mensalmente. A matéria não renovável demora até 400 anos para se decompor. Agora, os supermercados terão que oferecer outras opções ao consumidor, como caixas de papelão e sacolas retornáveis. Quem insistir nas sacolas plásticas pode optar pelas biodegradáveis, feitas com amido de milho e que demoram de 90 a 180 dias para se decompor.