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10/02/2012

CÂMARA DE RIBEIRÃO PRETO IGNORA CUSTO, MAS PROMETE BANCAR PLEBISCITO




A Câmara de Ribeirão Preto está disposta a arcar com os custos da realização de um plebiscito sobre o número de vereadores da cidade, segundo o presidente da Casa, Cícero Gomes da Silva (PMDB).

O vereador, no entanto, disse não saber quanto poderá gastar de dinheiro público para custear a consulta, caso ela venha a ser realizada. "O valor eu não sei, mas não deve ser muita coisa", afirmou.

A ideia do plebiscito partiu dos próprios parlamentares, em novembro, porque a Câmara se recusou a ceder à pressão de entidades da cidade que deflagraram uma campanha contrária ao aumento de 20 para 27 vereadores a partir de 2013.

O pedido da Casa para a realização do pleito ainda está em análise no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de SP, mas não há previsão para que o órgão se pronuncie.

Desde o ano passado, Ciesp (central das indústrias do Estado), Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) se movimentam para derrubar a lei que estabeleceu a ampliação do número de vagas.

Para o diretor do Ciesp, Dorival Balbino, o plebiscito foi uma maneira que a Câmara encontrou para ganhar tempo e tentar enfraquecer a campanha contrária ao aumento no número de vereadores. O mesmo ele afirma sobre a promessa de Cícero para custear a consulta pública.

"Isso não faz sentido. Pode escrever. Se acontecer o plebiscito e o resultado for menor que 85% de pessoas contrárias a 27 vereadores, eu vou defender o maior número de vagas", disse.

Ele afirmou ainda que o grupo que encabeça a campanha "não é bobo" e não parou de recolher assinaturas para propor uma lei de iniciativa popular para cancelar o aumento aprovado pelos vereadores em 2010.

"É POSSÍVEL"
Segundo o TRE, embora ainda não exista uma posição oficial sobre o plebiscito de Ribeirão, se ele vier a acontecer, é possível que os custos sejam pagos pelo Legislativo.

Algo semelhante já aconteceu no ano passado, quando eleitores da antiga Embu decidiram mudar o nome da cidade para Embu das Artes.

A votação, que contou com cerca de 500 urnas eletrônicas, foi coordenada pela Justiça Eleitoral, mas com recursos da prefeitura da cidade.

A realização do pleito teve custo de aproximadamente R$ 135 mil, de acordo com o TRE. Embu das Artes tem 170 mil eleitores. Já Ribeirão possui cerca de 407 mil votantes.