Seis vereadores entenderam que Avelino Cunha, do PT, cometeu quebra de decoro parlamentarEm uma longa sessão, que durou mais de seis horas, a maioria dos vereadores da Câmara de Itápolis decidiu cassar o mandato de Avelino Cunha (PT). As discussões no plenário começaram no final da tarde e se estenderam até o começo da madrugada. Em setembro do ano passado os vereadores acolheram denúncia do prefeito Júlio Mazzo (PRP) e criaram a primeira de duas comissões processantes contra o vereador.
Após o período de instrução, a maioria dos membros da Comissão Processante concluiu que Avelino cometeu quebra de decoro parlamentar, definida no artigo 86 do Regimento da Câmara, em discursos proferidos na tribuna e publicações na imprensa escrita, que feriram a honra e imagem pessoal do prefeito.
Guto Biella (PV), Marcos Venturini (PR), Valdir Gonzaga (PSL), Tonicão De Agostini (PR), Keko Puzzi (PRP) e José Avelino (PRP) constituíram a maioria qualificada de dois terços para cassar Avelino. Marcelo Francischetti (PMDB), Professor Antonio (PMDB) e o presidente Engenheiro Irani Biazotti (PMDB) foram contrários às denúncias e à cassação.
A população acompanhou toda a sessão de julgamento, que começou com a leitura de partes do processo em cinco horas de duração. Em seguida, Avelino Cunha fez sua defesa na Tribuna. O ex-vereador, nas duas horas que teve direito de uso da palavra, afirmou que sempre propôs debates sobre políticas públicas e nunca ofendeu o prefeito enquanto pessoa física. Destacou que sempre cumpriu suas funções de parlamentar e prometeu retornar em breve às suas funções na Câmara.
Segunda comissão
Na segunda-feira, dia 13, a Câmara realiza a sessão de julgamento da segunda comissão processante originada de denúncia do prefeito contra Avelino Cunha. O foco desta vez é avaliar se Avelino obteve vantagens em ações judiciais contra a Prefeitura para concessão de remédios e realização de exames médicos.