Reunião sobre proibição terminou com consenso sobre veto. Projeto quer proibir aditivos como menta e cravo nos cigarros.A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) "chegou a um consenso" sobre a proibição de adivitivos (como menta e cravo) nos cigarros comercializados no Brasil em reunião nesta terça-feira (14), segundo nota oficial da agência. A votação que decide a proibição de fato, no entanto, foi adiada para a próxima reunião da Diretoria Colegiada, em março.
Se a votação seguir o consenso da diretoria, os fabricantes terão até 18 meses para tirar os cigarros com sabor do mercado nacional.
A resolução terá impacto direto em uma das principais estratégias da indústria para incentivar que jovens comecem a fumar, já que a adição de substâncias, como mentol, cravo e canela, mascara o gosto ruim da nicotina e torna o tabaco um produto mais atraente para esse público”, afirmou, em nota, o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.
De acordo com dados da Anvisa, entre 2007 e 2010, o número de marcas de cigarro com sabor cresceu de 21 para 40.
Aditivos
A proposta votada prevê retirar do mercado aditivos que tornam o sabor do tabaco mais agradável, como mentol, canela e cravo. Também podem ser proibidas outras substâncias, que servem para aumentar o efeito da nicotina no organismo, como o acetaldeído, o ácido levulínico, a teobromina , a gama–valerolactona e a amônia. A nicotina é a substância que causa o vício no cigarro.
Fim do light
Além dos aditivos, a Anvisa quer também proibir o uso de expressões que possam "induzir o consumidor a uma interpretação equivocada" sobre os males do fumo. Por exemplo: "light", "ultra baixo", "soft", "leve", entre outros. Nas embalagens, esses termos já estão proibidos desde 2001.