Posto de combustível na esquina da rua Carlos Escobar com a avenida Alfredo Pujol, na zona norte de São Paulo, onde litro da gasolina está sendo vendido a R$ 4,99. Antes da greve, preço médio do combustível na capital paulista era de R$ 2,49Os postos de combustíveis da capital paulista começaram a ser reabastecidos nesta quarta-feira (8), mas as bombas só devem ficar cheias novamente em três ou quatro dias. Segundo o Sindicam-SP (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens do Estado de São Paulo), a greve dos caminhoneiros foi oficialmente encerrada na tarde de quarta-feira (7).
Mesmo com o fim da paralisação, o Polícia Militar ainda faz a escolta dos caminhões para garantir a segurança dos motoristas. Durante a greve, muitos foram ameaçados pelas pessoas envolvidas no movimento e alguns veículos foram depredados. Também há temor de que a população prejudicada faça algum tipo de retaliação contra a categoria.
Na manhã desta quinta, os veículos que distribuem combustível a partir de duas distribuidoras da zona sul de São Paulo, a Raizen e a BR, já estavam carregados. Durante esta madrugada, 15 caminhões deixaram o local e oito saíram logo pela manhã. Outros 20 aguardavam o fim do horário de restrição aos veículos pesados para abastecer a cidade. A PM estava no local para acompanhar os caminhões.
A greve dos transportadores de combustível começou justamente por causa da nova regra imposta pela prefeitura que proíbe caminhões na marginal Tietê e em outras 27 vias entre 5h e 9h e das 17h às 22h, durante a semana. De acordo com o presidente do Sindicam, Norival de Almeida Silva, o objetivo do ato foi atingido.
- O protesto foi feito de forma positiva. Conseguimos chamar a atenção das autoridades em relação à proibição de caminhões na marginal Tietê.
Apesar do protesto, a Secretaria Municipal de Transportes negou o pedido de trégua da restrição de circulação. A solicitação foi feita pelo Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), com a justificativa de agilizar a normalização da venda de combustíveis nos postos em até quatro dias.
A administração municipal informou, por meio de um comunicado, que não irá fazer alterações na proibição de circulação de caminhões na marginal Tietê.
- Entendemos que os horários definidos para o transporte de cargas e também para o transporte de cargas perigosas são suficientes para que as empresas possam realizar o abastecimento na cidade.
A secretaria ainda disse que o setor “possui logística necessária para normalizar o problema dos combustíveis em São Paulo no prazo mais curto possível, cumprindo as regras de circulação”.
Os motoristas que desrespeitarem a determinação são multados em R$ 85,13 e levam quatro pontos na carteira de habilitação.
O presidente do Sincopetro, José Alberto Gouveia lamentou que a prefeitura tenha sido irredutível em relação à fiscalização.
- Nós lamentamos que a Prefeitura tenha sido irredutível, principalmente neste período de urgência e necessidade.
O Sincopetro ainda não tem um levantamento de quantos postos já operam com os estoques cheios. Esse balanço deve sair no fim da tarde desta quinta-feira.
Prisões
Por conta da escassez de combustíveis, alguns postos aumentaram ilegalmente o preço para o abastecimento. Com isso, pelo menos nove gerentes de postos de combustíveis foram detidos até a tarde de quarta-feira.
De acordo com a DPPC (Divisão de Investigações sobre Infrações contra o Consumidor do DPPC), da Polícia Civil, a ação visa a coibir crimes contra a economia popular. No caso, o aumento abusivo dos preços dos combustíveis.