O gol marcado por Frank Lampard na Copa de 2010, que não foi anotado porque o árbitro não notou que a bola entrouO presidente da Fifa, Joseph Blatter, reafirmou na sexta-feira, 2 de março, sua intenção do futebol fazer uso de tecnologia para determinar se uma bola ultrapassou ou não a linha do gol. Ele ressaltou ainda que seu objetivo é convencer a International Board a aceitar as mudanças já visando a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A associação avaliará os resultados dos testes de oito sistemas neste sábado, 10 de março, antes de pedir uma nova fase de avaliações para as empresas aprovadas, para depois tomar uma decisão final em julho.
Motivo
Opositor histórico de tecnologia no futebol, Blatter afirma ter mudado de idéia depois de um lance das oitavas de final da Copa do Mundo de 2010, quando o inglês Frank Lampard marcou um gol diante da Alemanha, mas ele não foi anotado porque o árbitro não viu que a bola quicou dentro do gol depois de bater no travessão. O sueco diz que não resistiria a um novo momento como aquele.
“Eu acho que posso convencer a Internacional Board que nós temos que ir adiante com a tecnologia. Eu não gostaria de estar em outra Copa do Mundo e passar pela mesma situação. Eu morreria”, disse Blatter.
O outro lado
Já o presidente da Uefa, Michel Platini, é um dos maiores opositores à idéia. O dirigente francês não comparecerá na reunião deste sábado por questões familiares, mas sua opinião sempre tem peso. Ele defende que o problema pode ser resolvido com mais dois árbitros assistentes, na linha de fundo. O procedimento, já é adotado em alguns campeonatos estaduais pelo Brasil, inclusive o Paulista, e também será testado na Eurocopa deste ano.
Outro opositor é o príncipe Ali, da Jordânia, vice-presidente da Fifa. “Os árbitros são parte do jogo e eu me sentiria um pouco deprimido, se todos os dias alguma coisa saísse dizendo que eles não são capazes de fazer seus trabalhos”, disse ele.
“Não há pressa. Eu acho que o futebol pode sobreviver (sem a tecnologia na linha do gol)”, afirmou.
Outros assuntos
Além da discussão sobre o uso de tecnologia, a International Board analisará outros assuntos nessa mesma reunião. Entre outros itens, será votada a possibilidade de permitir às equipes a realização de uma quarta substituição durante a prorrogação.
As regras são alteradas com seis dos oito votos dos membros da International Board. A Fifa tem direito a quatro votos. As alterações costumam começar a valer antes da temporada seguinte, mas podem ser aceleradas caso exista concordância da comissão.