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Cada vez mais, os felinos têm convivido mais próximo do homem, tornando-se, em alguns casos, totalmente dependente dele
12/03/2012

COMPORTAMENTO DOS GATOS SE MODIFICOU AO LONGO DE ANOS


Se não forem educados corretamente, os dóceis gatinhos podem se tornar agressivos diante de situações adversas

Os gatos convivem com o homem há muitos e muitos anos. Entretanto, entre o início de sua domesticação e os dias atuais, muita coisa aconteceu... Cada vez mais, os felinos têm convivido mais próximo do homem, tornando-se, em alguns casos, totalmente dependente dele.

Entretanto, os gatos também continuam convivendo uns com os outros – alguns não tão domesticados, apresentando um comportamento natural da espécie. Muitas vezes, este comportamento pode entrar em conflito com a domesticação, fazendo com que o “amigo” e dócil felino de todas as horas se torne o mais perigoso dos tigres.

“Como veterinários, recebemos queixas constantes sobre o comportamento dos gatos, principalmente, quando eles deixam de se comportar bem”, explica a médica veterinária Valéria Fardin, do Hospital-Escola mantido pela Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram).

“Brincadeiras inocentes de mordiscar se tornam ataques repentinos. Em outros casos, fazem sujeira e destruição. Nos casos mais extremos, os hábitos e atitudes inaceitáveis do animal passam a atormentar o companheiro humano, como urinar com frequência em locais inadequados, miar incessantemente ou atacar de maneira feroz um ou mais indivíduos da família”, explicou a médica veterinária.

Para tentar resolver essas queixas, Valéria explica que os veterinários passam a elaborar um cronograma da vida do felino. “É preciso conhecer com detalhes o gato e seu dono, se aprofundar na interação do paciente com o ambiente e com outros animais”, afirmou.

“Desse modo, a partir do histórico do animal, o veterinário é capaz de levantar possíveis causas para determinados padrões de comportamento e explicar ao proprietário qual a origem natural de tal comportamento”, acrescentou a veterinária.

Problemas de agressividade e nervosismo dos felinos
Algumas formas de agressividade fazem parte do comportamento natural do gato, como: agressão contra outros gatos estranhos que invadam seu território, uma mãe gata defendendo seus filhotes de intrusos, etc.

O nervosismo de um gato pode ser por causa genética, experiência traumática anterior ou gatos que até 8 semanas de vida não tiveram muito contato com humanos.

A agressão contra pessoas não é comum, normalmente quando ocorre é devido a vários fatores:



Dor: Quando sente dor o gato não gosta de ser tocado ou incomodado.

Reação ao toque: Segundo especialistas em comportamento,alguns gatos arranham ou mordem a mão de quem os acaricia, porque se sentem vulneráveis quando relaxam. Ao relaxar, surge a sensação de insegurança e medo e reagem com agressão. Após agredir, eles pulam rápido para o chão e se lambem para se acalmar. Com a idade o gato costuma ficar mais calmo.

Nesses tipos de agressividade é preciso ajudar o seu gato a se sentir mais seguro quando tocado. Sente com ele num momento bem calmo, silencioso e sem interrupções. Faça carinhos curtos e pare antes que ele reaja. Recompense com comida e palavras, de forma relaxada e calma. Nunca castigue, para não reforçar a idéia de medo e ameaça ao toque.

Agressividade redirecionada: Muito ocasionalmente, os gatos podem agir com agressividade sem razão aparente, "atacando" seus donos quando estes passam por ele ou tentam ter acesso a um parte específica da casa. Isso é mais comum em gatos que não têm com quem brincar e extravasar suas energias. Gatos que vivem com outros não têm esse problema.

Gatos fazem parte de um grupo de animais denominado "predadores". Se fizéssemos uma planta da estrutura básica de um gato, viríamos que entre ele e um tigre, a única coisa que difere é o tamanho. Felinos são máquinas de caçar perfeitas. Por isso, mesmo doméstico, o instinto de caça deles é muito apurado.

A percepção de movimento é um componente muito importante na técnica de caça do gato, seus olhos e ouvidos estão bem preparados para captar movimentos. Quanto mais rápido o movimento, mais o instinto de caça é estimulado.

Para melhorar esse tipo de comportamento, o ideal é fazer com que seu gato gaste suas energias com brinquedos próprios para gatos, lugares para escalar, brincando de esconder petiscos para ele encontrar, etc.

Agressividade entre gatos:

Normalmente não há problemas em se possuir mais de um gato. Algumas dicas importantes para manter a harmonia doméstica:

Quando introduzir um gato novo em local onde já vive outro, nos primeiros dias, não os apresente logo. Deixe-os separados. Aos poucos irão percebendo que há outro animal na casa, sentirão seu cheiro e não serão pegos de surpresa.

Você pode pegar toalhas e cobertores com o cheiro do novo gato e colocar para o mais velho cheirar.

Corte as unhas deles antes de apresentá-los. Grandes amizades começaram com muita agitação e pequenos desentendimentos.

Tenha muita paciência nos primeiros dias, quando os gatos ainda estarão se conhecendo.

É mais fácil introduzir um filhote do que um gato adulto, num local onde já haja um gato adulto. Muitas vezes o mais velho assume o papel de pai ou mãe, tomando conta do mais novo.

Não os deixe a sós, até ter certeza de que se acostumaram um com o outro. Se precisar deixa-los sozinhos, deixe-os separados.

Seja imparcial e os trate com igual atenção e carinho, evitando que sintam ciúmes.

Ao contrário da crença popular, cães e gatos podem se tornar amigos, desde que se siga o mesmo processo de ajuste.

Quando começarem a se conhecer e ficar no mesmo local, ofereça comida a eles, para que associem a presença do outro com algo bom.

Algumas vezes, mesmo gatos que sempre se deram bem por anos podem começar a ter problemas de relacionamento. É preciso avaliar o que mudou na rotina deles, para encontrar e resolver o problema.