Segundo presidente da Comissão, depoente assinou intimação parlamentar. Homem disse que transportou suposta golpista das casas populares.O Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das casas populares, instaurada na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, confirmou o depoimento do motorista que teria transportado a mulher investigada pelos golpes na habitação na cidade. O vereador Walter Gomes (PR) informou que Luiz de Paula Messias assinou, no fim de semana, a intimação para a audiência.
“A expectativa é que, se ele tenha alguma coisa para esclarecer, que ele esclareça para a Comissão. Se confirmar que sabia de tudo, do crime de estelionato, ele é cúmplice e deve ser réu igual a Marta (Mobliglia)”, afirmou Walter Gomes.
Messias disse ter trabalhado como motorista particular de Marta Mobiglia, uma das suspeitas de cobar propina para furar a fila do sorteio do conjunto habitacional Paulo Gomes Romeo, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU). O nome dele foi citado por Vera Aparecida Tonin, mãe de uma recepcionista que teria sido convencida pelo motorista a participar do esquema.
Vera pediu para ser ouvida pela CPI, mas teve o depoimento negado pelos vereadores aliados à prefeita, que foi citada por Marta Mobiglia no esquema, mas nega a participação. O veto ao depoimento provocou a saída dos três parlamentares de oposição que eram membros da Comissão.
A audiência acontece nesta terça-feira (20) às 10h na Câmara.