AGRICULTURA

Lorenzatti mostra diferença de tamanho entre milho plantado em terra com e sem adubo
09/04/2012

EXPERIMENTO FAZ ESPIGAS DE MILHO CRESCEREM O DOBRO NA ARGENTINA




Um experimento realizado por uma empresa argentina fez com que uma plantação de milho na cidade de Monte Buey, na província de Córdoba, gerasse, na safra 2011/12, espigas com o dobro de tamanho das “normais” – plantadas em uma terra que está há cerca de dez anos sem receber fertilização.

“Na área com o adubo é possível colher nove toneladas de milho por hectare. Na que não foi fertilizada, colhe-se apenas três toneladas por hectare”, explica Santiago Lorenzatti, gerente geral do Grupo Romagnoli, que fez o experimento. Testes como este são constantemente feitos pelas empresas para saber qual melhor adubo deve ser usado lavoura. A empresa planta grãos em 9.000 hectares na região e atua também com agropecuária, com 3.000 cabeças de gado.

Lorenzatti mostra diferença de tamanho entre milho plantado em terra com e sem adubo

Lorenzatti explicou, contudo, que mesmo as spigas maiores não cresceram tanto neste ano por conta da seca que atingiu a região, por mais que a terra tenha sido adubada. “Se tivesse chovido mais, elas teriam ficado ainda maiores”, disse. Quando há boa umidade no solo, é possível colher cerca de 12 toneladas de milho por hectare, diz.

De acordo com o gerente, o tipo de adubo utilizado para o resultado do experimento nesta safra é natural, uma planta chamada vicia villosa, possível de ser encontrada no sul da Argentina. Para melhorar o solo, a empresa planta a vicia entre a colheita de uma cultura e plantio da outra. “Nós plantamos a soja, colhemos, depois plantamos a vicia, interrompemos o seu crescimento, cortamos e já plantamos o trigo em cima”. Os restos da vicia que ficam no solo servem de adubo.

Seca
Neste ano, a falta de chuvas prejudicou a produção de grãos na região. Segundo Lorenzatti, as perdas na colheita de milho, por exemplo, são estimadas em quase 50%. “Faltou chuva em janeiro, mas em fevereiro choveu e vamos ter uma produção de sete toneladas por hectare, o que, apesar der tudo, é considerável aceitável”, disse.

No caso da soja, as perdas são estimadas em 30% a 40%, com a colheita de três toneladas por hectare em algumas áreas e de duas toneladas por hectare em outras. Uma boa colheita rende quatro toneladas por hectare, afirmou.

O agricultor Luis Alberto Luciane, que presta serviços de plantio e colheita para proprietários de terra na mesma cidade, também notou perdas na produção neste ano por causa da falta de chuvas, mas disse que o resultado variou em algumas regiões. Na média, na área que ele presta serviços, a colheita deve ser de duas e meia a três toneladas de soja por hectare, explicou. No ano passado, quando choveu bem, a colheita foi de quatro a quatro toneladas e meia por hectare.