O Supremo Tribunal Federal decide amanhã se grávidas de bebês anencéfalos (sem cérebro) podem interromper a gravidez. A expectativa é que os ministros aprovem a interrupção.
A ação, proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, tramita há oito anos. Em 2004, o ministro Marco Aurélio Mello foi favorável ao aborto sem autorização judicial, mas a liminar foi cassada.
Desde então, cada caso de solicitação para o aborto de anencéfalo é julgado pela Justiça separadamente.
O principal argumento pró-aborto é de que gravidez de anencéfalos pode provocar riscos à saúde da mulher. A grande maioria dos fetos morre ainda durante a gravidez ou logo após nascer.
Contra a interrupção, a CNBB quer promover uma "vigília de oração pela vida" hoje.