ESPORTE

O atleta brasileiro Diego Hypolito
27/04/2012

GINÁSTICA OLÍMPICA REÚNE DIVERSOS EXERCÍCIOS FÍSICOS


É um conjunto de exercícios corporais sistematizados, aplicados com fins competitivos, e que conjugam força, agilidade e elasticidade

Criada na Grécia Antiga, a Ginástica Olímpica – também conhecida como Ginástica Artística – é um conjunto de exercícios corporais sistematizados, aplicados com fins competitivos, e que conjugam força, agilidade e elasticidade. O termo ‘ginástica’ origina-se do grego gymnádzein, que significa “treinar” e, em sentido literal, “exercitar-se nu”, a forma como os gregos praticavam os exercícios antigamente.

Modalidades
A Ginástica Olímpica baseia-se na evolução técnica de diversos exercícios físicos. Para os homens, as provas são: barra fixa, barras paralelas, cavalo com alças, salto sobre o cavalo (Barra), argolas e solo. Já as Mulheres disputam exercícios de solo (com fundo musical), salto sobre cavalo (de 1,10 m de altura, na horizontal), barras assimétricas (de 2,30 m e 1,50 m de altura), e trave de equilíbrio (de 10 cm de largura e 5 metros de comprimento).

Julgamento e Pontuação
Os exercícios de cada ginasta são julgados e pontuados por um júri. Existem os elementos obrigatórios para cada aparelho, que todos os ginastas devem fazer ou perderá pontos. O ginasta deve acrescentar outros elementos para obter pontos extras.

Todos os exercícios têm um valor inicial, que para os homens é 8.4 e para as mulheres 9.0. Isto quer dizer que se o ginasta não acrescentar elementos que valem bônus, seu exercício poderá obter no máximo essas notas, mesmo que sejam executados perfeitamente. Os juízes procuram erros de postura, de execução, dentre outros, para deduzir do valor inicial do atleta.

Competições
A ginástica faz parte das olimpíadas desde as competições de Berlim (1936), quando foram criadas as categorias masculina e feminina, individual e por equipe. A cada dois anos realizam-se campeonatos mundiais.

Diego Hypolito se recupera de lesão para disputar Olimpíadas
A pouco mais de três meses do início dos Jogos Olímpicos de Londres, Diego Hypolito tenta driblar mais uma lesão em sua carreira. O ginasta brasileiro vai até a Croácia no final desta semana (entre os dias 27 e 29) para disputar uma etapa da Copa do Mundo e provar que está completamente recuperado da artroscopia que fez no joelho direito no meio de março.

Maior ginasta da história do Brasil, Diego Hypolito chega a Londres para tentar apagar a decepção que teve nos Jogos de Pequim, há quatro anos. O brasileiro foi à China como grande favorito no solo, com dois ouros em etapas de Mundiais, mas cometeu erros e acabou ficando de fora do pódio.

O ginasta não acertou o último movimento na apresentação de Pequim: caiu sentado no tablado e não conseguiu esconder a sua insatisfação consigo mesmo. A imagem de Hypolito levando as mãos à cabeça acabou sendo uma das mais marcantes dos Jogos. Após a competição, ele chegou a dizer que havia “perdido a chance da vida”. Para piorar, ainda foi abandonado por cinco patrocinadores e até cogitou deixar o esporte.

Quatro anos depois, porém, o amadurecimento mudou o pensamento de Diego. O ginasta vem sendo acompanhado por um psicólogo há mais de um ano, e o trabalho parece estar tendo resultados. “Não me considero mais forte ou melhor. Mas todo ser humano amadurece. Tenho uma visão mais ampla do que pode acontecer”, disse.

“Posso chegar lá e ser medalhista olímpico ou não. E não será um desastre se não acontecer. Você só alcança até onde sonha. Por isso, tem de vislumbrar o que possui de mais alto, mas sabendo, também, que pode não acontecer. É uma única chance, em um minuto e dez segundos você decide quatro anos de treino. Vale o momento, mas eu me preparo, viso e mentalizo esse momento”, completou.