Os veterinários Edmilson Rodrigo Daneze e Brunna Louise Nunes de Sousa, da FaframMais que uma profissão, a Medicina Veterinária é uma ciência que se dedica à prevenção, controle, erradicação e tratamento das doenças, traumatismos ou qualquer outro agravo à saúde dos animais.
Outro aspecto importante é o controle da sanidade dos produtos e subprodutos de origem animal para o consumo humano, assegurando, dessa forma, a qualidade, quantidade e a segurança dos estoques através do controle da saúde dos animais e dos processos que visam obter seus produtos (tais como carne, ovos, leite, couro, etc), assim como sua distribuição, venda e preparo.
Atuação
Mas não é só para garantir a saúde dos animais que a Medicina Veterinária atua. Ela passou a ser importante coadjuvante nas políticas de saúde pública.
“A carreira tem este papel, pois à compreensão da origem e propagação de diversas doenças, tendo como vetores animais domésticos ou silvestres, bem como para assegurar a própria integridade física dos animais”, explica o médico veterinário Edmilson Rodrigo Daneze, aluno do curso de Aprimoramento Hospital Veterinário mantido pela Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram).
Várias doenças “Algumas destas doenças que podem ser citadas são, entre outras, a brucelose, tuberculose, teníase, cisticercose, toxoplasmose, salmonelose, raiva, colibacilose, clostridioses, leptospirose, campilobacteriose, listeriose, encefalopatia espongiforme bovina (“doença da vaca louca”) e a Influenza (aviária ou suína), todas elas potenciais zoonoses, além da febre aftosa, pestes suínas, anemia infecciosa eqüina, doença de Newcastle, doença de Aujezski, que são doenças de alto impacto econômico e poder restritivo de mercado”, complementou a médica veterinária.
Doenças epidêmicas
Ele ressalta que a propagação de doenças epidêmicas, humanas ou animais, encontra na instalação de barreiras veterinárias um meio eficaz de controle de sua propagação.
“Também é função do veterinário realizar inspeção dos produtos de origem animal – como derivados da carne, do leite, dos ovos, pescado e mel e procurando sinais de doenças que possam ser transmitidas ao homem ou que possam indicar o estado sanitário dos rebanhos”, afirma Brunna Louise Nunes de Sousa.
Nesse contexto, o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE) compreende um conjunto interarticulado de instituições do setor público e privado componentes do Sistema Único de Saúde (SUS) que, direta ou indiretamente, notificam doenças e agravos, prestam serviços a grupos populacionais ou orientam a conduta a ser tomada no seu controle.
“Assim, a Vigilância Epidemiológica tem como propósito fornecer orientação técnica permanente para os responsáveis de decidir sobre a execução de ações de controle de doenças, tornando disponíveis informações atualizadas sobre a ocorrência dessas doenças, bem como dos seus fatores condicionantes em uma área geográfica ou em uma população determinada”, ressaltou Daneze.
“Trata-se de um importante instrumento para o planejamento, a organização e a operacionalização dos serviços de saúde”, concluiu Brunna.