AGRICULTURA

Gado sendo vacinado contra aftosa: campanha estadual começa no dia 1º de maio
30/04/2012

PRODUTOR RURAL SE PREPARA PARA VACINAÇÃO CONTRA FEBRE AFTOSA


Rebanho paulista de bovinos e bubalinos é da ordem de 11,3 milhões de animais

Terá início no dia 1º de maio, no Estado de São Paulo, a Campanha de Vacinação de Gado Contra Febre Aftosa. Deverão ser vacinados animais com até 24 meses de idade. O prazo para imunização do rebanho vai até dia 30 do mesmo mês.

O rebanho paulista de bovinos e bubalinos é da ordem de 11,3 milhões de animais. São Paulo tem uma cobertura vacinal acima de 95%. O Estado é reconhecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e bastecimento como livre da doença com vacinação e não registra casos há 15 anos.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio de sua Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), desenvolve ações focadas em vigilância ativa com controle e cadastro de rebanhos, fiscalização em eventos de concentração animal, controle de trânsito e imunização do rebanho, tendo como meta principal a declaração do Estado como “livre sem vacinação”.



A Secretaria se programa para retirar gradualmente a obrigatoriedade.

Comprovação
A comunicação deverá ser feita pelo criador mediante apresentação da nota fiscal de aquisição de vacina, bem como da declaração do rebanho bovino e bubalino por faixa etária e sexo junto às unidades de defesa agropecuária. A declaração está disponível no site www.cda.sp.gov.br.

“As penalidades para os que não vacinarem são de cinco Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps) o equivalente a R$ 87,25, e três (R$ 52,35) para os que deixarem de comunicar, sempre por cabeça”, explicou o médico veterinário do CDA de Orlândia e Região, José Edson Girardi.

“Sem sombra de dúvidas, a vacinação contra febre aftosa é muito importante, pois ela é o atestado da saúde do gado e de seus ‘produtos’, seja a carne ou o leite. E com este título, a carne brasileira pode ser exportada para qualquer parte do mundo”, concluiu o veterinário.

Cuidados com a vacina
O criador deve observar alguns cuidados que são importantes para uma boa vacinação:

* Adquirir vacina somente em estabelecimentos cadastrados pela CDA. A legislação proíbe a o uso dos medicamentos adquiridos em etapas de vacinações anteriores;

* Tanto no transporte quanto no armazenamento, a temperatura de conservação da vacina deve ser mantida entre dois e oito graus centígrados, devendo ser realizada em caixa isotérmica (isopor), contendo no mínimo dois terços de seu volume em gelo. A vacina nunca deve ser congelada;

* Escolher o horário mais fresco do dia para realizar a aplicação;

* vacinar preferencialmente no terço médio do pescoço (tábua do pescoço).

* Independentemente da idade, a dose é de 5 ml;

* usar somente seringas e agulhas devidamente higienizadas, sem o uso de produtos químicos (nem álcool, nem cloro);



* substituir a agulha com freqüência, para evitar infecções;

* manter os frascos resfriados durante a operação;

* classificar os animais por faixa etária (era) e sexo, para evitar acidentes

Campanha de imunização em 2011 alcançou cobertura vacinal excelente
vacinação contra a febre aftosa realizada ano passado alcançou um índice de cobertura vacinal de 97,7%, superando a média atingida pela campanha em 2010, que foi de 97,4%. O balanço foi apresentado pelo Mapa depois de computados os dados enviados pelos serviços veterinários estaduais.

A previsão do Departamento de Saúde Animal (DSA) é de que tenham sido imunizados cerca de 208,9 milhões de bovinos e bubalinos ao longo de todas as fases da campanha. Apenas o Estado de Santa Catarina, considerado “livre da doença sem vacinação”, não imunizou o seu rebanho.

Em 2011, o governo federal investiu aproximadamente R$ 60 milhões em ações para controlar a doença. Os recursos foram aplicados no apoio à manutenção e melhoria estrutural dos serviços veterinários, capacitação de pessoal, campanhas de vacinação estratégicas e trabalhos de educação sanitária.



Os Estados que obtiveram os melhores índices de cobertura vacinal foram Mato Grosso (99,7%), Rondônia (99,2%), São Paulo (98,5%), Minas Gerais (98,4%) e Mato Grosso do Sul (98,4%). Já os Estados do Rio Grande do Norte (86%), Roraima (84,8%), Paraíba (70,5%) e Amapá (44,8%) tiveram índices que precisarão melhorar nas próximas etapas.

O rebanho brasileiro está estimado em 212,9 milhões de cabeças. O calendário de 2011 concentrou a vacinação em duas grandes etapas: uma em maio e a outra em novembro, mas houve algumas adequações para aprimorar a estratégia de imunização. A estimativa é que tenham sido utilizadas cerca de 323 milhões de doses em todas as campanhas ao longo do ano.