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Caspa: doença que acomete o couro cabeludo tem tratamento
07/05/2012

CASPA PODE SER CAUSADA POR OLEOSIDADE OU GENÉTICA


Dermatologista ituveravense fala sobre as causas do problema

Todo dia é aquela mesma coisa: caspas insistem em sujar a roupa e se destacam em camisas ou roupas mais escuras. Além da saia justa, a caspa pode diminuir a auto-estima e traz dúvidas na hora de decidir pelo melhor tratamento.

“Caspa, seborréia e oleosidade são a mesma coisa. Há um aumento da produção de óleo pela glândula sebácea e conseqüente descamação do couro cabeludo, o que gera os floquinhos que caem na roupa”, explica o tricologista e diretor médico do Instituto do Cabelo, Luciano Barsanti.

Oleosidade
O excesso de oleosidade causa, além da descamação, o risco da proliferação de fungos, que potencializa a caspa. "Os fungos são agravantes e tornam a caspa um problema crônico. Além deles, estresse, alimentação inadequada, com a ingestão de muito açúcar e gordura animal, e água quente durante o banho desencadeiam o problema de quem já tem a genética favorável ao couro cabeludo oleoso", diz o tricologista.

Em entrevista à Tribuna de Ituverava, a dermatologista Fabíola de Paula Pereira, que atende na Clínica Longevitá, explica que a causa da dermatite seborréica não é conhecida.

Fatores
“Entretanto, há fatores que favorecem seu surgimento, como calor, umidade, uso de roupas que retêm sebum ou suor – lã, flanela, seda, tecido sintético –, predisposição familiar e tensão emocional. A obesidade, diabetes e alcoolismo também favorecem o aparecimento da doença”, afirmou.

Segundo ela, a doença pode acometer o couro cabeludo, sobrancelhas, cílios, face e também a pele do tórax. “A dermatite seborréica não tem relação com a higienização da pele ou dos cabelos”, explicou a dermatologista ituveravense.

De acordo com Fabíola, a doença tem curso crônico com fases de acalmia e de recaída. Ela dá dicas preciosas para que a caspa não evolua. “Para prevenir as recaídas deve-se evitar o excesso de roupas e uso de bonés. É importante usar somente roupas de algodão ou linho. Deve-se evitar lavar os cabelos e a pele com água muito quente e o uso de cremes que estimulam a produção de sebum. O paciente que apresenta a doença não deve usar produtos em creme, apenas os que são em gel.

Manutenção
Além disso, deve-se usar os tratamentos de manutenção com xampus e sabonetes para prevenir as recaídas”, complementou.

“O tratamento da dermatite seborréica do couro cabeludo é com medicamentos antisseborréicos na forma de xampus e soluções e da pele na forma de sabonetes e pomadas”, concluiu a dermatologista ituveravense.

Xampus podem não ser tão eficazes
Não adianta correr para uma loja de xampus e procurar versões especiais para combater a caspa. “Os xampus disponíveis ressecam o couro cabeludo e estimulam a produção de mais óleo. Isso cria um círculo vicioso”, alerta o médico Luciano Barsanti.

A chave do sucesso no tratamento está em conseguir uma sebo-regulagem, ou seja, controlar a produção do óleo do couro cabeludo para acabar com a caspa através da análise de um especialista, que vai fazer exames para diagnosticar as causas e a possibilidade da presença de fungos.

O médico faz dois exames e, a partir dai, determina o tratamento. Se não há fungos, é feito um peeling no couro cabeludo, aplicação de soluções tópicas e o uso do laser, novidade no tratamento contra a caspa porque desinflama a área. Se os fungos estão presentes, além deste tratamento, é feito o uso de fungicidas”, diz o médico.

Uma das conseqüências mais indesejáveis da caspa é inflamação do couro cabeludo, a dermatite seborréica, que traz coceira e a temida queda de cabelos. Já imaginou perder seus preciosos fios por causa da oleosidade do cabelo não controlada? O negócio é procurar a ajuda de um profissional se notar que a caspa está se tornando um problema constante.