Equipe embarcando em avião da Força AéreaDe 28 de abril a 6 de maio, a cidade Encruzilhada, na sudoeste da Bahia, recebeu um grupo voluntário de profissionais da saúde.A visita foi pelo Programa “Voluntários do Sertão”, que é realizado há vários anos pelo empresário Doriedson Ribeiro Pereira (“Dorinho”) – natural da Bahia e que atualmente reside em Ribeirão Preto.
No ano passado, a enfermeira Michele Pita Gonçalves esteve na cidade de Cariranhas (BA), integrando a mesma missão. Neste ano, foi a vez da farmacêutica ituveravense Ludmila Gir Cola, 35 anos, participar do trabalho que reúne voluntários do final de ano. Em entrevista à Tribuna de Ituverava, ela disse que ficou impressionada com o que viu.
“Encruzilhada fica a 96 quilômetros de Vitória da Conquista, a 608 de Salvador, a 250 de Ilhéus e a 55 da divisa da Bahia com Minas Gerais. Esparramada entre os morros de uma região serrana conhecida por Serra de Lobim, a cidade é formada por 31 localidades, entre distritos, povoados, assentamentos e aglomerados, totalizando 20.082 habitantes. A cidade propriamente dita, tem 5.135 habitantes e é menor que um de seus distritos, o de Vila Café, com 5.441 moradores, onde pode acontecer de a cozinha ficar em território mineiro e o quarto em chão baiano”, relatou.
Ludmila integrou o grupo formado por 250 profissionais. Eles foram transformados ao município baiano por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).
Atendimentos
Foram atendidas 20.470 pessoas e realizadas 9.951 consultas médicas; 1.178 cirurgias (nas áreas de Obstetrícia, Urologia, Dermatologia e outras especialidades); 1,2 mil cirurgias de catarata; 5.248 atendimentos na Farmácia; 1.786 atendimentos na Ótica; 1.107 atendimentos na Odontologia, e feitos 16.353 procedimentos (entre 1.012 odontológicos, 1,2 mil mamografias, 327 exames de eletro, ultrassom, e endoscopias e 10.814 procedimentos de enfermagem.
O grupo também distribuiu milhares de produtos, como brinquedos, xampus, condicionadores, pastas e escovas de dentes, roupas, calçados, multimistura (ração humana), medicamentos e óculos.
“Foi um experiência pessoal e profissional muito importante em minha vida”, disse a farmacêutica ituveravense. “Talvez, eu nunca iria vivenciar o que passeis uma semana. Poder fazer o bem e ajudar voluntariamente com a minha experiência profissional foi gratificante. Há coisas que o dinheiro não paga: as pessoas ficaram muito gratas a muitos de nós choraram quando fomos embora. E isso é um tremendo incentivo para voltar e, com certeza, voltarei”, finalizou.