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Cidades como Botucatu oferecem local específico para enterrar o bichinho de estimação
04/06/2012

ANIMAIS TÊM CEMITÉRIOS EXCLUSIVOS NO INTERIOR DE SP




Quem tem um animal de estimação dentro de casa normalmente cuida com carinho e ele, inclusive, entra para o álbum da família. Muitas vezes são anos de convivência. E como qualquer ser vivo, uma hora também morre. Daí vem a pergunta: o que fazer com o bichinho? Em algumas cidades, como Botucatu (SP) e Sorocaba, por exemplo, existem cemitérios exclusivos para enterrar cachorros, gatos e até aves O ritual de despedida é semelhante ao de um ser humano, com velório, orações e túmulos. Mas em outras situações, como em Bauru, São José do Rio Preto e Itapetininga, não há locais apropriados. Em alguns casos, as pessoas colocam os animais em sacos de lixo, abrem um buraco em terreno baldio para enterrá-los ou eles são depositados em aterros sanitários.

Lugar para flores e lembranças
Os bichinhos são a cara do dono. Eles adquirem a personalidade de quem os alimenta e dá conforto. No entanto, sempre estão prontos para brincar e receber uma coçada na cabeça. Quando se vão, a dor é sentida pelos “pais”.

Foi pensando nisso, que um empresário de Botucatu fundou o cemitério para animais. Tudo começou em 1992 com a morte do King, Cocker de estimação de Clóvis Bettus. Na época, sem opção para dar um final digno para seu fiel amigo, a sobrinha deu a idéia. “Após conversar com minha sobrinha, que na época morava em Londres, ela me deu a idéia. Recebi algumas fotos de locais na França, Inglaterra e Alemanha, e comecei a aprimorar a sugestão de abrir o cemitério por aqui”, contou.

Em 2001, o local foi aberto. King foi o primeiro a ser enterrado. De lá para cá, além de confortar as pessoas, o negócio passou a ser o “ganha pão” de Bettus. “Até mudei para o cemitério. Construí minha casa para facilitar o meu trabalho”, contou o empresário. A regulamentação do cemitério foi conquistada em 2003.

Atualmente são quase 3 mil animais enterrados. “Tem gato, cachorro e até papagaio. Cada sepultamento custa R$ 240, mais R$ 125 de taxa anual de manutenção. A partir do segundo enterro da mesma família, o valor cai para R$125”, explicou. Mas a maior perda do empresário foi justamente a morte da sobrinha. Para homenageá-la, o velório “Fiéis Amigos” passou a se chamar “Valéria Cristina”.