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Motoristas de Sertãozinho (SP) estão parados por reajusta salarial de 48%. Paralisação atingirá outros grupos produtores de açúcar, diz presidente.
14/06/2012

GREVE EM USINA MOTIVARÁ ADESÃO NA REGIÃO DE RIBEIRÃO PRETO, DIZ SINDICATO




greve dos motoristas da usina São Francisco em Sertãozinho (SP) pode influenciar trabalhadores de outros grupos produtores de açúcar e etanol da região de Ribeirão Preto (SP) a aderirem a paralisação. A afirmação é do presidente do Sindicato dos Motoristas, Tratoristas e Operadores de Máquinas, José Carlos Rullo, que conversou com o G1 por telefone na tarde desta quarta-feira (13).

Rullo afirmou que até o final da semana a greve atingirá as usinas São Martinho em Pradópolis (SP) e Santa Elisa do grupo LDC-SEV. “Conversamos com motoristas de outras cidades para que sigam a nossa iniciativa. A categoria precisa se unir”, disse. Desde a manhã de terça-feira (12), cerca de 250 trabalhadores da usina São Francisco estão parados reivindicando reajuste salarial de 48% - passando os atuais vencimentos de R$ 884,40 para R$ 1.310 – e redução da carga horária de 10 para 8 horas.

A categoria exige também vale-alimentação no valor de R$ 300 e implantação do plano de cargos e salários. “A usina pediu para montarmos uma comissão, mas até agora não ofereceram número para nós”, disse Rullo.

Usinas
A assessoria da usina São Francisco informou que a paralisação pode prejudicar a produção da unidade, caso os trabalhadores não retornem às funções até o final desta semana.

As assessorias das usinas São Martinho e Santa Elisa informaram que desconhecem indícios de greve nas unidades.

O representante da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Sérgio Prado, também afirmou por telefone que não se manifestará sobre casos isolados, enquanto as negociações coletivas trabalhistas do setor com o sindicato estiverem em andamento.