BRASILEIRϿ�O 2017

15/07/2012

INTER E SANTOS ACUSAM AUSÊNCIA DE CONVOCADOS E FICAM NO EMPATE




Faltou Oscar, Leandro Damião, Ganso e Neymar. Em um confronto entre equipes prejudicadas diretamente com a perda de craques para seleção brasileira que embarca nesta segunda para disputar as Olimpíadas de Londres, Inter e Santos ficaram sem gols no Beira-Rio. Na tarde deste domingo, empataram por 0 a 0, em jogo válido pela nona rodada do Brasileirão.

Mesmo com a expulsão do lateral-esquerdo Juan no início da segunda etapa, o time gaúcho não conseguiu se impor e deixou o gramado vaiado. Com o resultado, o Inter ficou em quinto na tabela, com 16 pontos.

- Houve entrega até o último minuto. Tem dia que bate, bate e a bola não entra. Não deu, mas um ponto é importante - valorizou Bolívar.

Já o Santos é 13, com apenas nove. A equipe teve chance viva de sair com os três pontos. No entanto, Muricy Ramalho ficou na bronca com a arbitragem.

- Tivemos chance de ganhar o jogo, mas a arbitragem nos prejudicou demais. O lance do Juan foi bobo - reclamou Muricy Ramalho.

Ao se aproveitar da falta de entrosamento de um meio-campo inédito colorado, o Peixe tomou a iniciativa da partida, mas sem intensidade. Enquanto sobravam balões e lançamento para a área, faltava qualidade para definição de jogadas, com exceção de Felipe Anderson, que chamava responsabilidade da armação.

Aos poucos, a “gurizada” do Inter começava a se achar, e apareceram chances de gol. A melhor delas foi aos nove minutos, quando Dagoberto fez lançamento rasteiro por trás da defesa para Mike, uma das novidades promovidas por Dorival na partida. Mas na hora da definição, o garoto viu Aranha sair da meta e fechar o ângulo com perfeição, evitando a abertura do marcador.

Depois, foi a vez de Jajá ser lançado na área aos 22 minutos. O meia-atacante teve oportunidade de efetuar o disparo frontal, mas perdeu chance e ângulo. Preferiu o cruzamento alto, que saiu errado para Dagoberto.

A partida era truncada, um jogo com cara de 0 a 0. Se faltava a irreverência e a técnica de Neymar no Santos, o Inter acusava a ausência da presença de área de Leandro Damião. E o que se via era um jogo frio, como a temperatura de Porto Alegre.

Expulsão esquenta o segundo tempo
A partida esquentou no segundo tempo. O Inter voltou com mais um garoto em campo: Maurides na vaga de Jajá. Desta maneira, passava a ter um centroavante de área. O Santos também teve mudança, mas por causa da expulsão de Juan. O lateral-esquerdo cometeu falta dura logo aos dois minutos e, como já tinha o amarelo, recebeu o vermelho. Muricy Ramalho optou tirar Dimba e recompor o sistema defensivo com o ingresso de Gérson Magrão.

Com vantagem numérica, o Inter se lançou ao campo adversário. O objetivo claro era o de amassar a defesa adversária, o que não resultou em chances de gol. Pelo contrário, o Santos incrivelmente cresceu na partida e, nos contragolpes, tomou a iniciativa, criando chances em sequência.

Primeiro, Miralles recebeu na área e bateu cruzado. A bola teria entrado se Bolívar não tivesse interrompido a rota da bola, quase em cima da linha. Aos 23, Henrique cobrou falta, Henrique desviou de cabeça, e Muriel operou um milagre, em que a bola subiu e passou rente ao travessão.

Com o time desequilibrado, cometendo erros bobos de passes, Dorival tentava mudar o parâmetro da partida. Colocava João Paulo e Otávio nas vagas de Elton e Mike, respectivamente.

Otávio, de apenas 17 anos, fez o time crescer. Na primeira chance, bateu forte, da entrada da área, mas por cima da meta. A partir de então, o Santos começou a valorizar o resultado, já não se lançando ao ataque. Apagado, Miralles já havia saído para a entrada do meia-atacante João Pedro.

O time gaúcho pressionou, se jogou ao ataque e rondou a goleira adversária. Mas novamente faltaram os craques do time para balançar as redes. O resultado acabou sendo justo pelo que foi produzido em campo.