ESPORTE

Atleta da Inglaterra tira a bola de dentro do gol em partida contra a Ucrânia pela Eurocopa. Gol não foi validado pelo juiz
23/07/2012

FEDERAÇÃO INTERNACIONAL APROVA USO DE TECNOLOGIA NO FUTEBOL




A eterna polêmica se uma bola entrou ou não, esta preste a acabar. O uso da tecnologia para identificar se uma bola cruzou ou não a linha do gol foi aprovada dia 5 de julho, pela International Football Association Board, entidade guardiã das regras do esporte.

Em um encontro realizado também na semana passada, a Fifa deu o sinal verde para a nova tecnologia, que pode representar uma revolução no futebol. Com a aprovação, a previsão é que a tecnologia já comece a ser usada no campeonato inglês no próximo ano e incorporada nos estádios brasileiros para a Copa de 2014, um custo suplementar para os organizadores.

Árbitros X tecnologia
Mas os cartolas já fizeram um alerta: a tecnologia deve ser usada para ajudar os árbitros, e não para ser o fator decisivo. Ou seja, um árbitro em campo é a autoridade máxima, e não a máquina. Se optar por apitar uma decisão diferente da que a tecnologia apontou, será sua interpretação que contará.

Custo elevado
A adoção da tecnologia promete levar alguns anos para chegar a todos os torneios do mundo. Isso porque não apenas a instalação custa caro, mas as bolas terão de conter um chip especial. Ou seja, um jogo não poderá ser disputado com qualquer bola. A polêmica ainda envolve patentes, já que as empresas que desenvolveram a tecnologia seriam as detentoras dos direitos. Se o campeonato inglês não tem problemas financeiros para instalar a tecnologia, outros não teriam como adotar os instrumentos em estádios no interior da África, Ásia ou da América do Sul.

A opinião das autoridades
Esse é um dos motivos que faz o presidente da Uefa, Michel Platini, apelar para que a Fifa adie qualquer decisão. Segundo ele, isso criará um forte desequilíbrio entre torneios. Platini ainda teme o fim do poder do árbitro e a necessidade de parar o jogo para ver o que diz a tecnologia. Os cientistas, porém, garantem que o relógio instalado no pulso do árbitro permitirá que ele tenha a informação sobre o gol milésimos de segundo depois de a bola cruzar a linha.

Uma situação mais delicada vive o presidente da Fifa, Joseph Blatter. Por anos, ele foi um forte opositor do sistema. Mas, em 2010, mudou radicalmente de opinião quando um juiz não validou gol de Lampard, pois a bola havia cruzado a linha do gol que a Inglaterra havia marcado contra a Alemanha na Copa do Mundo.

Há duas semanas, um gol legítimo da Ucrânia contra a Inglaterra na Eurocopa também não foi visto pelo árbitro e tirou os anfitriões do torneio.

ENQUETE
Foi aprovada na última semana, medida que permite o uso da tecnologia para identificar se uma bola cruzou ou não a linha do gol. A novidade deve ser implantada no campeonato inglês no próximo ano e deve ser incorporada nos estádios brasileiros para a Copa de 2014.

Nesta semana, a Tribuna de Ituverava foi às ruas saber o que ituveravenses pensam sobre o uso da tecnologia no futebol. Os seis entrevistados concordam que a medida beneficiará o esporte.

Confira as respostas: