BRASILEIRϿ�O 2017

Tinga tenta uma jogada no Independência (Foto: Ramon Bitencourt / Vipcomm)
05/08/2012

EM MINAS, PONTE VENCE O CRUZEIRO, QUE DECEPCIONA E CAI TRÊS POSIÇÕES




A Ponte Preta não se intimidou com os anfitriões e derrotou por 2 a 1 o Cruzeiro, que decepcionou a torcida presente no estádio Independência, na noite deste domingo, em Belo Horizonte. Cicinho abriu o placar, mas Borges igualou nos acréscimos do primeiro tempo. Logo no começo da etapa final, Marcinho fez o gol da vitória da Macaca. A equipe de Campinas subiu para o nono lugar com os três pontos conquistados em Minas. O time mineiro sofreu um prejuízo grande: caiu três posições na tabela e terminou a rodada em oitavo lugar. No meio de semana, a Raposa enfrenta o Santos na Vila Belmiro, quarta-feira, às 21h50m (de Brasília). No dia seguinte, a Ponte recebe o Grêmio, às 21h, no Moisés Lucarelli. Armado no esquema 4-4-2, com Tinga fazendo mais a função de meia, ao lado de Montillo, o Cruzeiro começou pressionando a Ponte Preta, com bom volume de jogo e apoiado pela torcida desde o primeiro minuto. Antes dos três, já havia chegado com perigo num cortaluz de Wallyson que Diego Renan concluiu para fora.

Vindo de quatro jogos sem vencer e após uma intertemporada em Porto Feliz, no interior de São Paulo, o time de Gilson Kleina entrou em campo claramente com a postura de se fechar em busca de um contragolpe. Mas o time de Campinas conseguiu segurar o ímpeto do rival e, aos 17 minutos, encaixou o primeira jogo, que foi fatal. Rildo roubou a bola no meio-campo, se livrou de dois e tocou para Marcinho. O meia recebeu e deu lindo passe em profundidade para encontrar Cicinho livre. O camisa 2 se aproveitou da condição legal dada por Victorino, que corria pelo outro lado, e esperou a definição de Fábio para bater sem chances para Fábio.

O gol não calou a torcida da casa que, imediatamente, voltou a apoiar a equipe. Com mais força, o Cruzeiro ameaçou duas vezes em três minutos, ambas com a participação de Tinga. Na primeira, ele dividiu com o goleiro Roberto. A bola sobrou fora da área, e Montillo pegou de primeira, mandando para fora. Logo depois, Wallyson deixou com Tinga, que bateu firme, mas Roberto defendeu. Como o time não conseguiu o empate antes dos 30 minutos, os torcedores elegeram um vilão: o volante Charles. O jogador não vinha bem na partida e começou a ser vaiado a cada toque na bola. Irritado, o jogador gesticulou para a torcida, pedindo para que aumentassem as vaias. Do banco, Roth pedia calma ao jogador que, do campo, mandou o recado: Se quiser me tirar

A Ponte teve a chance de ampliar aos 34. Roger deu passe açucarado para Marcinho que, livre, chutou para fora a esquerda do goleiro. Com a torcida irritada e o time refletindo o nervosismo em campo, Roth mandou Sandro Silva e Souza para o aquecimento antes dos 40 minutos. Mesmo nervoso, o Cruzeiro chegou perto do empate mais duas vezes. Wallyson fez jogada pela direita e cruzou para Borges, que desviou com estilo, mas por cima do gol. Em seguida, o camisa 11 recebeu livre pela direita da área e, mesmo sem ângulo, tentou o gol.

Quando a vitória parcial da Ponte já parecia sacramentada na primeira etapa, o Cruzeiro conseguiu o empate. Montillo caiu pela esquerda e cruzou rasteiro. Tinga bateu travado com o zagueiro e acabou dando um passe excepcional para Borges, que com o gol escancarado, estufou a rede de dentro da pequena área.

Após o gol, não houve tempo para mais nada. Com o encerramento dos primeiros 45 minutos, o volante Charles deixou o gramado chorando

sem falar com ninguém. Já a torcida, em festa, gritou o nome do jogador que vaiou durante todos os 45 minutos iniciais.

Na volta do intervalo, Charles retornou com a equipe. Antes de a bola rolar, boa parte da torcida gritou o nome do jogador, apoiando-o. O jogo começou, as vaias ao camisa 7 cessaram, e só se ouvia gritos de incentivo ao time da casa.

Mas com a bola rolando, a Ponte Preta demorou menos de três minutos para voltar à frente no placar. De frente para o gol, Marcinho cobrou falta, a bola passou por todo mundo, quicou na frente de Fábio, que não conseguiu a defesa. Gol de Marcinho e falha feia do goleiro do Cruzeiro. A Raposa respondeu em seguida. Borges recebeu na área e mandou uma bomba na trave. Antes dos cinco minutos, o goleirão da Macaca apareceu e evitou o empate, desta vez em cobrança de escanteio desviada por Léo.

O Cruzeiro por pouco não se complicou de vez, em novo erro de Fábio. Léo recuou para o camisa 1, que tentou rolar para Victorino. A bola saiu fraca e ficou melhor para Roger, mas o zagueiro foi bem na jogada e evitou o pior para o time da casa.

Percebendo que o time tinha perdido força no ataque, Celso Roth resolveu mexer, sacando Wallyson para a entrada de Wellington Paulista. Apesar de ter características de homem de área, Paulista entrou exercendo a mesma função de Wallyson, caindo mais pela direita do ataque. Do outro lado, Gilson kleina também mexeu. Tirou Somália para a entrada de Renê Júnior e, oito minutos depois, veio Caio para a vaga de Marcinho.

Após as mexidas, Roberto mais uma vez salvou a Ponte. Ceará cobrou falta da intermediária, a defesa parou tentando fazer a linha de impedimento, mas em condição legal, Borges se abaixou para desviar de cabeça. O arqueiro da Ponte salvou mais uma vez.

Como o empate não veio, Roth fez suas duas últimas alterações. Tirou Ceará, que minutos antes havia cortada a cabeça e não tinha se recuperado do choque, para a entrada de Souza. Logo depois saiu Tinga para a entrada de Marcelo Oliveira. Com as mexidas, Diego Renan passou para a direita, com Oliveira na esquerda, enquanto Souza ficou responsável pela armação das jogadas ao lado de Montillo.

Apesar das mudanças, era a Ponte quem dominava. O visitante perdeu uma excelente chance de ampliar a vantagem aos 36, depois que o juiz deu vantagem após falta de Léo em Caio. Cicinho ficou com o rebote, mas não conseguiu finalizar. Com tantas finalizações, o árbitro acrescentou mais cinco minutos ao jogo que, no entanto, acabou em 2 a 1. E, ao fim da partida, os jogadores da Ponte se abraçaram em casa comemorando os três pontos fora de casa.