Empresa de Luís Antônio, SP, deve usar cota de produção da cana. Usina não foi notificada, mas vai recorrer de decisão, diz advogado.A Justiça Federal condenou uma usina de Luis Antonio (SP) a apresentar um Plano de Assistência Social (PAS) ao Ministério da Agricultura que contemple seus funcionários em benefícios como atendimento médico, farmacêutico, além de projetos voltados para formação profissional e recreação.
A Central Energética é uma das 32 empresas da região de Ribeirão Preto que foram alvos de ações civis públicas, pelas quais foram acusadas de não cumprirem o PAS, previsto por uma lei de 1965. A legislação impõe ao setor sucroalcooleiro a destinação de uma cota de 1% sobre a tonelada de açúcar e da cana e de 2% sobre o litro de álcool em benefício dos trabalhadores rurais contratados.
A determinação da 7ª Vara da Justiça Federal de Ribeirão Preto prevê 120 dias a partir da data de notificação para que a usina implemente o plano, sob pena de pagar uma multa diária de R$ 20 mil.
Outro lado
De acordo com o advogado Marcos Alexandre Peres Rodrigues, que representa a usina no caso, a Central Energética ainda não foi oficialmente intimada. "Mas a posição da usina é apresentar um recurso", afirmou.
Segundo ele, um dos pontos a serem questionados é sobre a exclusividade da cobrança do plano de assistência social às empresas sucroalcooleiras. "Essa cobrança fere a isonomia", disse.