Entrada do pavilhão da Bienal do livro de São PauloA Fundação Educacional de Ituverava, mais uma vez, marcou presença em um megaevento de nível internacional. Com mais de 750 mil visitantes, terminou no último domingo a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O evento começou dia 9 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na zona norte da capital paulista.
De Ituverava, representaram FE a bibliotecária Vera Mariza Chaud de Paula, a professora do Colégio Nossa Senhora do Carmo-COC, Márcia de Lima Calil e a psicóloga e coordenadora Francisca Mechi Ribeiro dos Santos de Paula, do Liceu Van Gogh-Anglo.
“O Hino Nacional Brasileiro, tocado ao piano pelo ‘emocionado’ maestro João Carlos Martins com a Orquestra Bachiana do Sesi de São Paulo, foram iniciadas as atividades, com a presença do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab; da Ministra da Cultura Ana Buarque de Hollanda e do Secretario Estadual da Cultura Marcelo Araújo”, explicou a bibliotecária Vera Mariza, em entrevista à Tribuna de Ituverava.
Zeca Camargo
Com uma programação abrangente, o evento mesclou literatura com diversão, negócios, gastronomia e cultura. Ela citou, por exemplo, a abertura do jornalista Zeca Camargo que lembrou a importância do tema da Feira: “Livros Transformam o Mundo, Livros Transformam Pessoas”.
Ele também falou sobre os também homenageados Jorge Amado (1912-2001), Nelson Rodrigues (1912-1980), e os 90 anos da Semana de Arte Moderna de 22, que lançou escritores como Heitor Villa-Lobos, Di Cavalcanti, entre outros.
“Participar de um evento como a Bienal do Livro é como renascer, são momentos únicos que nos fazem acreditar em um futuro melhor proporcionado pela Cultura. São milhares de pessoas e, entre elas muitos jovens e crianças encantadas com o maravilhoso mundo dos livros. Além dos 1.180 autores que compareceram, as atrações gratuitas que acontecem paralelamente e despertam a curiosidade para a leitura e a tecnologia”, acrescentou Vera Mariza.
O Salão de Idéias
Entre os vários espaços culturais, sem dúvida, um dos mais concorridos foi o São de Idéias, que recebeu convidados ilustres. Eles mostraram um panorama do mundo do livro e de suas conexões com outros campos da cultura e da atualidade, reunindo autores e obras pelo critério da aproximação ou do contraste.
“Entre as personalidades ilustres, estava o ituveravense Marcelo Tas e e a escritora Ruth Rocha, que discorreram sobre o tema ‘O prazer de Aprender’. Outra palestra que merece destaque foi a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no dia 18, que falou sobre o poder de transformação da vida das pessoas por meio dos livros. No mesmo dia, também foi apresentado o ‘Pelezinho’, personagem de desenho animado, criado pelo cartunista Maurício de Sousa, inspirado no melhor jogador de futebol de todos os tempos, o Rei Pelé”, relatou Vera.
Professoras do COC Junior e Anglo comentam o evento
A psicóloga e coordenadora Francisca, do Liceu Van Gogh, falou sobre a “experiência única”, de ver de perto autores consagrados, como Ziraldo, Maurício de Sousa, Walcyr Carrasco, Eva Furnari, Lygia Fagundes Telles, Thalita Rebouças, Rolando Boldrin e o cartunista Paulo Caruso.
“Todos são autores com quem trabalhamos diariamente com nossos alunos. É emocionante, uma experiência única e enriquecedora. Também tive a oportunjidade de ver o menor livro e a maior palavra cruzada do mundo. Quero ir sempre”, afirma.
A professora do Colégio Nossa Senhora do Carmo-COC, Márcia Calil ficou impressionada com a quantidade de crianças se “deliciando” com a Bienal.
“Foram muitas crianças dando um excelente exemplo de futuros leitores, através de contatos com jogos, brincadeiras e experiências, para aplicá-las no cotidiano escolar. As histórias, os fantoches, a presença marcante do folclore, das ilustrações e das cores vibrantes ficarão marcados na minha mente para sempre”, completou a professora, que atua no COC Júnior.
Professoras falam sobre Espaços Especiais da Bienal
A bibliotecária Vera Mariza Chaud de Paula visitou outros espaços da 22ª Bienal do Livro, realizada em São Paulo. A pedido da Tribuna de Ituverava, ela fez um breve comentário sobre estes locais:
- “Deu a Louca nos Livros”, voltado para a criançada. “Lá, elas se tornam personagens dentro de cenários e narrativas, onde são conduzidas e estimuladas a despertar a imaginação!”.
- “Espaço do Professor”, com oficinas, palestras, encontros com educadores renomados. “O conteúdo é voltado à formação do professor-leitor com a idéia de ampliar o uso do livro em sala de aula”.
- “Cozinhando com palavras”, onde chefs-autores convidados ministram aulas-show em uma cozinha cenográfica e participam de debates mesclando gastronomia e literatura. “Tive a oportunidade de participar de uma palestra cujo tema foi ‘Como montar bibliotecas de estudo’, e nesse espaço consegui contatos importantíssimos com grupos de pesquisa”.
“Telas & Palcos” foi ambiente para encontros singulares da literatura com o cinema e dos autores e dramaturgos com cineastas, músicos e artistas em geral.
- “Livros & Cia”, Espaço para se infotmar dos segredos da caça ao best-seller ou dos caminhos das pedras para crescer no negócio do livro. “Palestras e debates com profissionais que atuam nas diversas atividades de todos os elos da cadeia do livro”.
- "#VOCÊ + QUEM = ?" – “A experiência de ser jovem em diferentes culturas inspira diálogos originais neste espaço destinado às juventudes e à diversidade de interesses”.
Bienal reuniu principais editoras, livrarias e distribuidoras do país
A Bienal reuniu as principais editoras, livrarias e distribuidoras do país. São cerca de 480 expositores participantes que apresentaram para os visitantes seus mais importantes lançamentos em um espaço total de 60 mil m². Foram lançados 1.829 livros, durante a exposição.
Bem diferente da primeira edição da Feira Popular do Livro – embrião da Bienal –, que foi montada pela Câmara Brasileira do Livro, em 1951, no esforço de introduzir no país a tradição européia das feiras de livros.
“Hoje, nos deparamos com o maior encontro literário da América Latina, com a certeza de que a leitura continua crescendo no interesse da população”, concluiu a bibliotecária ituveravense.