Luis Fabiano recebe a marcação de Rodrigo Moledo e Índio (Foto: Rubens Chiri / SãoPaulofc.net)O Morumbi já estava todo de verde e amarelo, pronto para o amistoso de sexta-feira entre Brasil e África do Sul. Mas o belo cenário não inspirou os jogadores de São Paulo e Internacional. Desfalcados, tricolores e colorados frustraram seus torcedores ao protagonizarem um empate por 1 a 1, nervoso e repletos de erros, nesta quarta-feira, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Assim, os concorrentes deixaram escapar a oportunidade de se aproximar do G-4 - permanecem a quatro pontos de distância do Vasco, quarto colocado.
Em vez de um jogo entre seleções, o que se viu foi quase uma partida de várzea. Daquelas em que os jogadores se doam em campo, mas pouco produzem - o público foi de 13.899 pagantes, muito pouco para o time tricolor, que sonha voltar à Libertadores. Os maestros Jadson e DAlessandro não conseguiam reger seus times. Desafinados, foram o termômetro de um empate que não agradou a nenhum dos lados, assim como a arbitragem do mineiro Ricardo Marques Ribeiro. Dentre os lances polêmicos, a expulsão de DAlessandro (por suposta simulação) e pênaltis não assinalados para os dois lados, além de faltas discutíveis, que travaram o andamento da partida.
Com o resultado, os times mantêm seus postos e seguem a quatro pontos do G-4 – o São Paulo é o quinto, e o Inter o sexto na classificação. Aos adversários, fica a prece para que Lucas, Leandro Damião, Diego Forlán e Guiñazu, desfalques nesta quarta por conta da chamada "Data Fifa", possam trazer o equilíbrio de volta. Ainda sem suas estrelas selecionáveis, São Paulo e Inter voltam a jogar pelo Campeonato Brasileiro no fim de semana. O Tricolor faz o clássico contra o Santos, domingo, às 16h, na Vila Belmiro. No mesmo dia, também às 16h, o Colorado recebe o Fluminense no Beira-Rio.
Lá e cá
Em vez do tricolor tradicional, o entorno do gramado do Morumbi ganhou as cores do Brasil. Um palco pronto para um jogo entre duas seleções - na sexta, Brasil e África do Sul se enfrentam no estádio. São Paulo e Internacional deram indícios de que poderiam corresponder ao cenário, mesmo sem a presença de seus convocados. Lucas foi substituído por Osvaldo, enquanto Rafael Moura, Dagoberto e Josimar ganharam os postos de Leandro Damião, do uruguaio Diego Forlán e do argentino Guiñazu – cada um a serviço de sua seleção.
O Colorado não tardou a mostrar o cartão de visitas. Rogério Ceni já havia avisado que a bola aérea do adversário era perigosa. Mas o alerta de nada serviu. Em seu terceiro cruzamento, aos sete minutos, Fabrício encontrou Dagoberto livre na grande área, e o atacante não perdoou a falha da marcação tricolor - com um petardo de primeira, acertou o ângulo direito de Ceni e não comemorou. Dagol voltava ao Morumbi depois de cinco temporadas à frente do São Paulo. Foi vaiado ao ter seu nome anunciado no estádio. Deu a resposta com o gol, mas não tripudiou. Apenas levantou os braços e esperou o abraço dos colegas de time.
O gol acordou o São Paulo. Aos poucos, a equipe foi se acertando e não demorou para empatar. A equipe, que investia nas ofensivas em velocidade pelas pontas, errava o último passe ou os arremates. Até que, aos 17 minutos, Osvaldo cobrou com rapidez uma falta e cruzou na medida para o cabeceio de Maicon. Era o troco, na mesma moeda: em uma bola aérea, aproveitando um vacilo da defesa.
O jogo parecia que ia deslanchar, mas o que se viu depois foi um festival de erros e muito nervosismo. Rafael Moura se desentendeu com Rhodolfo. DAlessandro chegou a tomar um cartão amarelo por reclamação. Aos dois times, sobrava vontade para vencer, mas faltava precisão. O Inter tinha problemas na saída de bola. O São Paulo, que cresceu depois do gol de empate, errava passes e arremates. Luis Fabiano chegou a furar uma bola cara a cara com Muriel. Um retrato do que foram os minutos finais do primeiro tempo.
Fonte:globoesporte