José Eduardo Mirândola Barbosa é advogado e jornalistaEleito para assumir a presidência da instância máxima do Judiciário Brasileiro, o mineiro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, 58 anos de idade, natural de Paracatu – MG, e filho de pedreiro, a conduzirá por dois anos, a partir do mês de novembro próximo.
Com a aposentadoria compulsória do então presidente e ministro Carlos Ayres Brito, que completará 70 anos, a exemplo de César Peluso, que também se aposentou compulsoriamente, o primeiro negro a chefiar o STF (Supremo Tribunal Federal) após 44 mandatos, terá ainda como vice presidente do ministro com o qual degladia na ação penaç 470, Ricardo Lewandowski.
Joaquim Barbosa foi eleito por nove votos a um, tendo esse único voto sido seu, em favor do vice presente eleito Ricardo Lewandowski.
É costume e praxe que a presidênia da corte suprema da Justiça seja exercida pelo ministro de maior tempo na casa.
Joaquim Barbosa foi nomeado pelo presidente Lula em 2003, tendo sua origem nas cadeiras do Ministério Público Federal, era Promotor de Justiça, daí flagrante sua facilidade na ocusação, demonstrada na ação penal 470 que julga o mensalão.
O ministro exerceu vários cargos na Administração Pública Federal antes de ser nomeado ministro do STF, tendo sido membro do Ministério Público Federal de 1984 a 2003; chefe da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde (1985-88); advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados-SERPRO (1979-84); oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia.
A Revista Veja da semana passada, edição 2290, trouxe matéria de capa “O menimo pobre que mudou o Brasil”, tratando da tragetória do ministro eleito, cuja leitura é recomenda, assim como o artigo de Valter Ceneviva, na Folha de São Paulo do dia 13 de outubro, sábado passado.
José Eduardo Mirândola Barbosa é advogado e jornalista