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Organizadores do Ribeirão Rodeo Music discutem realização das montarias enquanto público aguarda do lado de fora da arena em abril deste ano
24/10/2012

PROMOTORIA QUER PROIBIR MAUS-TRATOS A ANIMAIS EM RODEIO DE RIBEIRÃO PRETO




O Ministério Público Estadual entrou com uma ação civil pública para proibir a realização de provas de rodeio em Ribeirão Preto (SP) que utilizem técnicas que provoquem maus-tratos aos animais. Em nota, a Prefeitura informou que não foi notificada sobre o caso, mas respeitará a determinação da Justiça.

O promotor do Meio Ambiente, Ronaldo Batista Pinto, explicou que o objetivo do processo é impedir a administração municipal de conceder alvarás para organizadores de festas do peão que utilizem sedéns, cordas, sinos, aparelhos de choque elétrico e esporas – mesmo que sejam sem pontas – nas montarias.

Pinto explicou que esses instrumentos provocam dor, sofrimento e danos à saúde física e mental dos animais. “Existem diversos laudos científicos que confirmam essa tese. Mais do que isso, temos como exemplo a prova de bulldog em Barretos que terminou com a morte de um bezerro [em 2011]”, afirmou.

A Promotoria também pediu a proibição de modalidades como Calf Roping, Team Roping, Bulldog e Vaquejadas em Ribeirão. “A intenção não é acabar com as festas do peão. Pode fazer o rodeio, mas sem usar esses equipamentos”, disse Pinto, citando que provas como Team Peaning e Três Tambores - única com a participação de mulheres - não oferecem riscos aos animais.

Acordo

Pinto disse que há três meses tentou, sem sucesso, firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a administração municipal. Agora, com a ação civil pública ajuizada, a Prefeitura tem o prazo de 15 dias para contestar a decisão.

Ribeirão Rodeo

Em abril desse ano, os organizadores do Ribeirão Rodeo Music foram obrigados a suspender o primeiro dia de montarias, após a Justiça conceder liminar a uma ONG de proteção animal, proibindo o uso de instrumentos que pudessem caracterizar maus-tratos contra touros e cavalos.

Em nota, a assessoria do evento informou que não se pronunciará a respeito da ação civil, mas destacou que realiza as provas “dentro das normas previstas pela Lei Federal n.º 10.519, que regulamenta o esporte no Brasil, sem causar nenhum dano ao atleta ou ao animal.”

Fonte: g1.globo.com