Rodeio realizado em Ribeirão Preto: Ministério Público quer proibir provas na cidadeNos últimos anos, a violência contra animais tem chamado a atenção. Na mídia, são freqüentes denuncias de maus-tratos, desde a enfermeira que espancou um pequeno cachorro até o pet-shop que maltratava animais em São Paulo.
Preocupado com essa situação, o Ministério Público Estadual entrou com ação civil pública para proibir a realização de provas de rodeio em Ribeirão Preto.
O objetivo do processo é impedir a administração municipal de conceder alvarás para organizadores de festas do peão que utilizem sedéns, cordas, sinos, aparelhos de choque elétrico e esporas – mesmo que sejam sem pontas – nas montarias.
O promotor do Meio Ambiente, Ronaldo Batista Pinto explicou que esses instrumentos provocam dor, sofrimento e danos à saúde física e mental dos animais. “Existem diversos laudos científicos que confirmam essa tese. Mais do que isso, temos como exemplo a prova de bulldog em Barretos que terminou com a morte de um bezerro em 2011”, afirma.
De acordo com a presidente da ONG Muitas Patas de Ituverava, Fabiana Wagner de Castro, a iniciativa é positiva. "Sou contra qualquer exploração de animais, pois eles não nasceram para isso. Espero que essa proibição de provas que machucam os animais seja uma tendência, pois assim atingirá o Brasil todo", complementa.
Exceções
A Promotoria também pediu a proibição de modalidades como Calf Roping, Team Roping, Bulldog e Vaquejadas em Ribeirão. “A intenção não é acabar com as festas do peão. Pode fazer o rodeio, mas sem usar esses equipamentos”, disse Pinto, citando que provas como Team Peaning e Três Tambores - única com a participação de mulheres - não oferecem riscos aos animais.