Pesquisa do IBGE mostra que expectativa de vida do brasileiro aumentou Oaumento na expectativa de vida subiu de 71,58 anos, em 2000 para 75,06, em 2010, representado um acréscimo de 3,48 anos. O número, do Estado de São Paulo, ficou acima da média nacional, que pulou de 70,46 para 73,48, um aumento de 3,02 anos. A pesquisa é inédita e foi realizada pela Fundação Seade/IBGE.
A pesquisa foi dividida entre Estado, Região Metropolitana e Interior e por sexo. A categoria masculina apresentou melhores resultados em todas as faixas, um aspecto muito positivo, uma vez que a expectativa de vida das mulheres sempre foi mais alta. O melhor resultado foi para a faixa masculina na Região Metropolitana de São Paulo, passando de 66,16 para 71,47 anos de 2000 para 2010, acréscimo de 5,32 anos. (Veja abaixo a tabela completa)
O anúncio foi feito pelo governador Geraldo Alckmin durante o evento de sanção da Lei que cria o Fundo Estadual do Idoso. O Fundo permitirá a arrecadação de recursos para a execução de planos, programas, projetos e ações que garantam a proteção, a defesa e a garantia de direitos dentro do Programa São Paulo Amigo do Idoso.
A aplicação dos valores arrecadados do Fundo será de responsabilidade do Conselho Estadual do Idoso, hoje vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social. A captação dos recursos poderá ser feita por incentivo fiscal, mediante a dedução do imposto de renda devido por Pessoas Físicas, no caso com a contribuição de 6% e, Pessoas Jurídicas, com destinação de 1%, com base na Lei Federal nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995.
Políticas
O governador Geraldo Alckmin destacou a importância das políticas públicas voltadas para o idoso na obtenção desses resultados. “Queremos que São Paulo seja o primeiro Estado Amigo do Idoso e para isso lançamos uma série de ações, como a implantação de hospitais de retaguarda, Centros Dia e Centros de Convivência do Idoso, programa Melhor Viagem, carteirinha Melhor Idade Ativa, enfim, ações na área da saúde e do desenvolvimento social que garantem um envelhecimento saudável”, afirmou o governador Alckmin.
Alckmin assinou também o decreto que permite a realização de convênios entre a Secretaria de Desenvolvimento Social e os municípios, para a construção de Centros Dia para Idosos e Centros de Convivência para Idosos. De acordo com o planejamento estratégico do Programa São Paulo Amigo do Idoso, serão construídos 100 novos Centros Dia e 249 Centros de Convivência.
Idosos continuam sendo vítimas de discriminação
Um dos problemas enfrentados pelos idosos, segundo a ONU, é a discriminação. O relatório fala que - apesar de 47% dos homens idosos e 24% das mulheres idosas participarem do mercado de trabalho - as pessoas mais velhas continuam sendo vítimas de "discriminação, abusos e violência" em diversas sociedades.
O documento traz depoimentos de 1,3 mil idosos em 36 países do mundo, inclusive do Brasil.
Um dos depoimentos destacados no relatório é da idosa brasileira Maria Gabriela, de 90 anos, a favor do Estatuto do Idoso, um conjunto de medidas de proteção à população mais velha que foi aprovado no Brasil em 2003.
Ela diz que, desde que o Estatuto foi aprovado, os idosos aprenderam a reivindicar seus direitos - como a meia-entrada para teatro e shows, as filas preferenciais em bancos e passagens gratuitas em ônibus de linha ou intermunicipais.
O estudo da ONU também fala que existem mitos comuns sobre idosos que nem sempre são amparados pelos números.
Uma idéia amplamente difundida é a de que os mais jovens sustentam economicamente os mais velhos através do sistema de previdência.
Segundo a UNFPA, em muitos países, inclusive no Brasil, o caso contrário ainda é bastante comum.
"Em termos econômicos, ao contrário da crença popular, um número grande de pessoas mais velhas contribui com suas famílias, ao amparar financeiramente gerações mais jovens, e com as economias nacional e local, ao pagar impostos", diz o relatório.
"No Brasil, México, Estados Unidos e Uruguai, por exemplo, a contribuição [financeira] dada pelas pessoas mais velhas é substancialmente maior que a que eles recebem."
Um exemplo extremo apresentado pelo relatório é o da idosa colombiana Ediberta, de 74 anos, que perdeu seu filho devido à violência de guerrilhas no país e, hoje, sustenta financeiramente oito netos com seus poucos rendimentos.