Chocolates: tentação deve ser controlada; no destaque, a nutricionista Viviane BeickerO caso de amor entre o chocolate e a humanidade é amplamente conhecido: poucos conseguem resistir à guloseima. É classificado como alimento energético: na pirâmide dos alimentos, se encontra no topo do grupo dos energéticos extras, por ser rico em gorduras e açúcares. E, exatamente por isso, deve se consumido com moderação.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda o consumo de nenhum tipo de doce, inclusive o chocolate. Para quem não resiste, entretanto, o importante é não ultrapassar o limite diário de até 50 gramas, em função dos altos teores de açúcar e gordura.
Com a chegada do calor e a vontade de exibir um corpo mais enxuto, no entanto, esse “namoro” se torna problemático. “Optar por alguns alimentos pode ajudar a diminuir a vontade por doces”, observa a nutricionista ituveravense Viviane Sandoval Beicker.
“Se a fome vem com um desejo quase incontrolável de açúcar, opte por alimentos adocicados que não comprometam o corpinho. Por exemplo: bata no liquidificador um iogurte desnatado (200 gramas) com duas ameixas sem caroço ou com dois damascos secos, que – acredite – só têm 100 calorias. Ou ainda: um iogurte desnatado misturado a duas colheres de suco em pó diet do seu sabor preferido. Misture bem e consuma apenas 75 calorias”, explica.
Mais opções
A nutricionista também dá outras opções. “Mais fácil ainda é comer dois biscoitos do tipo água e sal com duas colheres (chá) de geléia dietética (75 calorias), acompanhadas de seu chá preferido. São opções rápidas, saudáveis e capazes de controlar o desejo de doce”, complementa.
Entretanto, Viviane acredita que “os desejos” do organismo devem ser atendidos. “Deu vontade de comer algo especial e um pouquinho mais calórico? Coma. Não é uma boa idéia passar vontade. Se exagerar, compense no dia seguinte. É melhor comer um alimento de desejo com moderação do que ficar cheio de desejos e insatisfação, o que pode desanimar qualquer um a continuar na dieta”, afirma.
Ela também faz outra recomendação. “Nunca fique muito tempo sem comer ou em jejum. Se você fizer isso, abrirá uma brecha para a hipoglicemia (queda de açúcar no sangue) e a compulsão à comida e aos doces – principalmente, ao chocolate, para aqueles que gostam – ficará incontrolável”, conclui a nutricionista ituveravense.
Nutróloga dá opções para aqueles que querem substituir o chocolate
Para dar um tempo sem cair em tentação, a nutróloga Liliane Oppermann, do site Minha Vida, mostra quais alimentos podem substituir a guloseima:
Alfarroba
“É quase um chocolate, muito parecido com o cacau, mas tem pouca gordura e menos calorias”, diz Liliane. Essa iguaria está à venda no mercado em tabletes, sem lactose e, segundo ela, com uma consistência bem parecida com a do doce “original”.
Cacau em pó
“A dica é fazer um achocolatado batendo leite desnatado com gelo. Se quiser pode até colocar adoçante”, conta. A opção é menos calórica do que o chocolate, um pouco mais amarga, mas a boa notícia é que possui propriedades oxidantes, que ajudam na melhora do aspecto da pele. Também possui mais fibras, ótimo para quem quer emagrecer.
Banana
“A fruta proporciona o mesmo efeito de euforia que o chocolate e, por isso, satisfaz a necessidade química”, diz. Para quem não quer comer apenas a banana, a nutróloga sugere adicionar um pouco de canela e esquentar no micro-ondas. “Essa especiaria ajuda a diminuir a vontade de comer doce”, conta.
Oleaginosas e desidratadas
Liliane afirma que trocar o chocolate por uma mistura de oleaginosas com frutas secas também funciona. “Pode-se comer uma castanha, uma noz e um damasco ou uma ameixa preta, duas amêndoas e uma castanha de caju”, sugere. Além de fazer bem à saúde, elas são deliciosas!
Mas eu não consigo!
Para quem já tentou, mas não conseguiu ficar sem nadinha de chocolate e mesmo assim quer evitar o doce, Liliane indica as barrinhas de cereal light com camada de chocolate. “Ao invés de partir para um tablete, aproveite para comer uma barrinha que contém fibras e pouca caloria”.
Chocolates dietéticos
Os chocolates dietéticos são isentos de açúcar, porém muitas vezes compensam essa ausência com uma maior quantidade de gordura, tornando-se mais calóricos do que os chocolates convencionais.
Segundo a ANVISA, alimentos diet são especialmente formulados para grupos da população que apresentam condições fisiológicas específicas, como os diabéticos. Como, por exemplo, geléia para dietas com restrição de açúcar.
Nestes produtos são feitas modificações no conteúdo de nutrientes, adequando-os a dietas de indivíduos que pertençam a esses grupos da população.
Perguntas mais freqüentes sobre chocolate
Chocolate Faz bem ao coração?
Sim. Estudo apresentado na Sociedade Britânica de Ciência aponta o chocolate como fonte de flavonóide, composto químico que diminui as chances de coagulação do sangue, principal causa de derrames e ataques cardíacos. O estudo reforça a teoria de que o cacau age da mesma forma que a aspirina, tornando o sangue mais fino e, portanto, dificultado a formação de trombos. Mas o chocolate não substitui os medicamentos, pois os mecanismos de ação são distintos.
É precioso?
Antigamente, sim. As sementes de cacau tinham grande valor para os Maias, povo nativo da América Central. Além de fazer o “tchocolath”, bebida de rituais sagrados e considerada medicinal, as sementes tinham função de moedas. Quanto isso representava? O preço de um coelho era oito sementes. Já um escravo podia ser adquirido por apenas 100 unidades.
Chocolate estraga?
Depois de seis meses da fabricação, o chocolate começa a perder o sabor e o aroma, mas pode durar até um ano. Quando é submetido ao calor, a sua gordura sobe à superfície. Aparecem manchas no chocolate, mas isso não significa que está estragado.
O brasileiro é melhor?
Pode se dizer que sim. A matéria-prima dos melhores chocolates do mundo é o cacau brasileiro, que é feito em conjunto com o leite saudável dos Alpes suíços.
Chocolate vicia?
Sim. Foi descoberto que o chocolate, assim como o café e o chá, possui uma capacidade incomum para interagir com a química cerebral. O doutor Adam Drewnowski, da Universidade de Michigan, descobriu que, ao bloquear quimicamente os receptores opióides do cérebro, era possível diminuir pela metade o consumo de chocolate em comedores compulsivos.