29% dos consumidores inadimplentes em setembro declararam ter restrição ao nome em razão de compra com cartão de créditoPesquisa da Boa Vista Serviços, empresa administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), mostra que 29% dos consumidores inadimplentes em setembro declararam ter restrição ao nome em razão de compra com cartão de crédito. Em seguida, os meios de pagamento citados nos casos de inadimplência são: carnê (24%), cheque (17%), empréstimo pessoal (13%), cheque especial (8%) e cartão de loja (8%).
A pesquisa sobre o perfil do inadimplente ouviu cerca de 1.110 consumidores que procuraram o balcão de atendimento do SCPC. Nas faixas de renda familiar até três salários mínimos, atinge 30% a parcela de consumidores que disseram ter usado o cartão de crédito como pagamento e que levou à restrição ao nome. Nas faixas acima de 10 mínimos, a fatia é de 27%.
Para 21% dos entrevistados, uma das dívidas não pagas originou-se da aquisição de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos; 16% citaram a compra de produtos ou serviços relacionados à alimentação; 16% mencionaram a compra de vestuário e calçados; e 11% falaram em contas de concessionárias de serviços públicos.
O desemprego continua a maior causa da inadimplência, com 33% das justificativas. Em segundo lugar, vem o descontrole financeiro (23%). A maioria (31%) das dívidas não pagas está abaixo de R$ 500; 18% possuem dívidas acima de R$ 5.000; 18% entre R$ 500,01 e R$ 1.000; e 16% entre R$ 1.000,01 e R$ 2.000.
Dívida do cartão de crédito pode dobrar em poucos meses
Um alerta para o consumidor nas compras de fim de ano. Uma pesquisa mostrou que quem deixa de pagar o cartão de crédito pode ver a dívida dobrar em poucos meses A taxa de juros média do cartão de crédito em outubro ficou abaixo de 10% ao mês - a menor desde 1995. Mas a Associação Nacional de Executivos de Finanças fez as contas e a conclusão é desanimadora: apenas a metade da queda da taxa básica de juros chegou ao consumidor.
Os juros cobrados pelo comércio no cartão de crédito e para financiar a compra de um carro estão no menor nível dos últimos 17 anos, de acordo com pesquisa feita pela Associação Nacional dos Executivos Financeiros. Em média, os empréstimos custam 5,5% ao mês.
Apesar da queda, os juros ainda são altos. Só para se ter uma idéia, quem hoje deixa de pagar R$ 1 mil no cartão de crédito, daqui a oito meses vai ter uma dívida de R$ 2 mil. Isso mesmo, o dobro. Em um ano, os juros do cartão chegam perto de 200%.
“O valor de 200% de juros é extremamente caro. Para uma economia que está com a taxa básica de 7% ao ano. Olha a diferença de 7% para 200% quanto é que é. Extremamente caro. As pessoas têm que ter cuidado em se endividar”, ressalta o professor de economia da UNB José Carlos de Oliveira.
O Antônio Dias admite que já gastou mais do que podia no cartão. “Eu sou compulsivo. O que eu vejo, eu compro”, conta. O agente de atendimento Jucemberg Paiva deve quase R$ 2 mil e já decidiu o que fazer quando o 13º salário entrar na conta. “Eu planejo entrar em contato com o banco para negociar dívida. É o que eu planejo”, diz. Uma boa ideia, dizem os economistas.
Outro cuidado: os juros no cheque especial são de 145% ao ano - uma dívida dobra em dez meses.
Fonte: Bom Dia Brasil