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A aranha Viúva-negra
10/12/2012

OS PERIGOS DAS ARANHAS PARA ANIMAIS E HOMENS


Segundo Edmilson Rodrigo Daneze, do Hospital-Escola da Fafram, são mais de 35 mil espécie de aranhas

Animais peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões por onde o veneno passa ativamente. Portanto, peçonhentos são os animais que injetam veneno com facilidade e de maneira ativa – serpentes, aranhas, escorpiões, abelhas, vespas, marimbondos e arraias.

Já os animais venenosos são aqueles que produzem veneno, mas não possuem um aparelho inoculador (dentes, ferrões), provocando envenenamento passivo por contato (taturana), por compressão (sapo) ou por ingestão (peixe baiacu).

As aranhas compõem a ordem mais numerosa dos aracnídeos, sendo cerca de 35 mil espécies em todo o mundo “Este número é bastante controverso, pois alguns autores acreditam que este número possa chegar a 100 mil. Elas habitam praticamente todas as regiões do planeta, incluindo uma espécie aquática. Cerca de 20 a 30 espécies são consideradas perigosas e podem causar acidentes com envenenamento humano ou animal”, explicou o veterinário Edmilson Rodrigo Daneze, do curso de Aprimoramento do Hospital-Escola mantido pela Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram).

“As aranhas peçonhentas não fazem teias, exceto a Aranha Marrom, sua teia é irregular e semelhante a um chumaço de algodão. Teias bonitas, encontradas nos tetos das casas, não pertencem a aranhas peçonhentas, exemplificou o professor do Hospital, em entrevista à Tribuna de Ituverava.

Segundo ele, os animais de estimação estão cada vez mais próximos de seus proprietários, muitas vezes suprindo a necessidade de afeto nas pessoas. Em conseqüência disso, estão sendo exposto aos mesmos riscos de acidentes em geral, incluindo os acidentes tóxicos, como envenenamentos, semelhante às crianças no meio doméstico.

“Existem no Brasil milhares de espécies de aranhas, sendo que a maioria delas não oferece perigo ao homem.

Contudo, alguns acidentes podem ser fatais, principalmente em crianças e animais jovens. Por isso, prevenção é a melhor arma”, explica o médico veterinário da Fafram.

Segundo ele, para evitar aranhas e escorpiões, o uso periódico de inseticidas não é a melhor solução. “Além do alto custo, a aplicação desses produtos tem efeito apenas temporário e pode provocar intoxicações em seres humanos e animais domésticos. O ideal é coletar as aranhas e escorpiões e remover o material acumulado onde estavam alojados, o que evitará a reinfestação”, complementa.



PRIMEIROS SOCORROS EM CASO DE INTOXICAÇÃO




Levar o animal ao Médico Veterinário para atendimento adequado. Nos acidentes por aranhas e escorpiões com dor intensa, práticas como espremer o local da picada são de pouca eficácia.



•Não permita que a vítima faça movimentos desnecessários, muito menos que caminhe, principalmente se o acidente for no membro inferior, que deve ser imobilizado;



•Não faça torniquetes nem cortes no local da picada;



•Lave o local com água corrente e coloque anti-séptico no local da picada;



•Não coloque borra de café, angu ou outra substância qualquer no local;



•Crianças devem ser submetidas à avaliação de um médico e, os animais de um veterinário.



OBS. Na medicina humana, capturar o inseto que causou o acidente e trazê-lo junto com a pessoa picada, facilita o diagnóstico e o tratamento correto, e isso também vale na medicina veterinária. Porém, cuidado ao manusear o inseto





CONTROLE E PREVENÇÃO
Daneze dá algumas dicas para se evitar a incidência de animais peçonhentos.



Manter limpos quintais, jardins e terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico



Aparar a grama dos jardins e recolher as folhas caídas;



Vedar soleiras de portas com saquinhos de areia ou friso de borracha, colocar telas nas janelas, vedar ralos de pia, tanque e de chão com tela ou válvula apropriada;



Não colocar mãos ou pés em buracos, cupinzeiros, montes de pedra ou lenha.



Colocar o lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, que são alimentos de aranhas e escorpiões;



Examinar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usá-las;



Andar sempre calçado e usar luvas de raspa de couro ao trabalhar com material de construção, lenha, etc.



Criar aves domésticas (predadores naturais) em zonas rurais.



Evitar o contato, olhando atentamente para as folhas ou troncos das árvores.



Somente medicar os animais após consultar o Médico Veterinário, nunca esquecendo que o cão e o gato não são “pequenos humanos”, e nem tudo que é atóxico e bom para as pessoas, é bom para os animais.



Sempre acompanhar os animais em passeios, conduzindo-os pela guia, evitando assim que se exponham a produtos desconhecidos ou fucem buracos nas ruas.



Espécies de aranhas
No Brasil, as espécies mais representativas pertencem aos gêneros Phoneutria , Loxosceles e Latrodectus:



Phoneutria nigriventer (aranha armadeira)



Loxosceles spp (aranha marrom)



Latrodectus geometricus (viúva-negra); Latrodectus curacaviensis (viúva-negra).



Aranhas caranguejeiras



São freqüentemente temidas por causa da aparência e tamanho, muitas vezes chegando a atingir 10 cm de corpo e 30 cm de envergadura, porém, no Brasil não são conhecidas espécies responsáveis por envenenamento humano. As picadas costumam provocar apenas dor de pequena intensidade e de curta duração. Vivem, em geral, em locais afastados do homem (árvores, cupinzeiros, buracos em barrancos e galerias subterrâneas).

O ferrão em posição vertical, reduz a eficiência do mecanismo de picada. Assim, raramente causam acidentes, principalmente espécies peludas e de grande porte. Além da inoculação de veneno, possuem outro mecanismo de defesa, inclusive mais freqüentemente utilizado, que consiste em atritar vigorosamente as pernas traseiras no abdômen, espalhando uma nuvem de pêlos com ação irritante em direção ao inimigo. Os pêlos podem causar alergias com manifestações cutâneas ou problemas nas vias respiratórias altas.