O maníaco Laerte Patrocínio Orpinelli, que morreu no início do mêsA Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo confirmou na última quarta-feira, 16 de janeiro, a morte de Laerte Patrocínio Orpinelli, 60 anos, que confessou ter matado dez crianças no interior paulista. Ele, que havia sido condenado a mais de cem anos de prisão, estava detido na Penitenciária de Iaras, onde morreu no início do mês por motivos que ainda deverão ser apurados. As mortes começaram a ser registradas nos anos 90 e o maníaco foi preso no início do ano 2000.
Em Franca, ele foi condenado pela morte de uma menina, mas também era suspeito de ter assassinado outra criança. Orpinelli também fez vítimas em Monte Alto e Rio Claro. Ele atraia as crianças com doces e presentes e após abusar delas as matava, quase sempre por asfixia com as próprias mãos.
Em Franca, ele foi condenado pela morte de Jéssica Alves Martins, de 8 anos, encontrada morta em uma mata na vila Santa Terezinha. Mas outros sumiços de crianças foram atribuídos a Orpinelli, tendo faltado provas para condená-lo. A menina desapareceu em novembro de 99 de sua casa. Ela apareceu estrangulada e vítima de abuso sexual no dia seguinte.
O Maníaco
Em 2001, ele foi condenado em Franca a 62 anos de prisão pela morte da menina Jéssica. Ele também recebeu condenações em outros municípios e suas ações criminosas tiveram repercussão no mundo todo, tendo sido lançados livros e filmes sobre sua história.
Orpinelli, que é considerado um serial killer (assassino em série), sempre teve um comportamento agressivo com os irmãos, vizinhos e, sobretudo, com a sua mãe. Para puni-lo, ela costumava amarrá-lo quando criança ao pé da mesa, o que teria contribuído para aumentar ainda mais sua agressividade.