Atividade terapêutica realizada no CAPS ViverCom um ano e dois meses de funcionamento, o CAPS Viver (Centro de Assistência Psicossocial), chegou a 10 mil atendimentos, realizados por psicólogas, psiquiatras, terapeuta ocupacional, assistente social, enfermeira psiquiátrica e auxiliar de enfermagem.
O órgão, que é um dos poucos na região voltados à saúde mental, realiza atendimentos psicoterapêutico individual; psiquiátrico; em grupo psicoterapêutico e orientação familiar. Também faz consultas, oferece cuidados, promove orientações de enfermagem, e realiza oficinas terapêuticas e temáticas.
Além de Ituverava, são atendidos pacientes dos distritos de São Benedito da Cachoeirinha e Capivari da Mata e do bairro rural de Aparecida do Salto.
Segundo a psicóloga e coordenadora do CAPS, Cleciana A. de Oliveira Castro, o órgão tem um papel muito importante no município. "O SUS, com a gradativa diminuição de leitos em hospitais psiquiátricos, exige a criação de serviços comunitários de atenção à saúde mental, inclusive porque, com o estilo atual de vida, com todas as suas exigências sociais e econômicas, aflições, violência e individualismo, é cada vez maior o número de transtornos mentais demandando assistência em saúde", afirma em entrevista exclusiva à Tribuna de Ituverava.
"O município, comparado aos demais da região, está à frente na iniciativa de implantar o CAPS Viver, que busca dar melhor atenção e cuidado às pessoas que sofrem deste tipo de doença ou sofrimento", diz.
Atendimento
O atendimento do órgão, que funciona de segundas às sextas-feiras das 7h às 17h, é direcionado para pessoas maiores de 18 anos com transtornos mentais. "Para ser atendido no CAPS, a pessoa deve ser encaminhada pelas Unidades de Saúde da Família (PSF) ou por qualquer unidade pública da rede municipal de saúde", explica.
"Posteriormente é traçado um projeto terapêutico individual, construído de forma estratégica para atender as atividades de maior interesse para eles, respeitando o contexto em que estão inseridos, e atendendo também as suas necessidades", enfatiza.
O tratamento é dividido em três formas, de acordo com a gravidade: não intensivo, em que os pacientes são atendidos três vezes ao mês; semi-intensivo (3 vezes por semana) e intensivo (5 vezes por semana).
Tipos de transtornos tratados pelo CAPS
Transtornos afetivos (depressão e bipolaridade)
Transtornos neuróticos relacionados ao estresse e somatoformes (pacientes fóbicos, ansiosos, obsessivos-compulsivos e outros)
Esquizofrenia
Transtornos decorrentes ao uso de substâncias psicoativas
Transtornos de personalidade e de comportamento
Serviço:
CAPS Viver
Funcionamento: 7h às 17h, de segunda a sexta-feira
Endereço: Rua Alberto Morgan de Aguiar Júnior, nº 23 Telefone: 3839-5984
Falsos conceitos sobre doença mental prejudicam pacientes
Segundo Angélica Maeda, que também é psicóloga do CAPS, as pessoas portadoras de transtornos mentais são muitas vezes incompreendidas, estigmatizadas, excluídas ou marginalizadas, devido a falsos conceitos que muitas pessoas têm. “Dentre os principais, estão os pensamentos de que as doenças mentais são frutos da imaginação; que não têm cura e que as pessoas com problemas mentais são pouco inteligentes, preguiçosas, imprevisíveis ou perigosas”, ressalta em entrevista à Tribuna de Ituverava.
Ainda de acordo com ela, estes mitos, somados ao estigma e a discriminação associados à doença mental, fazem com que muitas pessoas tenham vergonha e medo de procurar apoio ou tratamento. “Muitas até se negam a reconhecer os primeiros sinais ou sintomas de doença”, afirma.
Angélica diz que o tratamento deve ser procurado logo que surge a primeira suspeita de distúrbio ou doença mental. "É possível controlar e reduzir os sintomas e, através de medidas de reabilitação, desenvolver capacidades e melhorar a qualidade de vida mesmo dos pacientes com casos mais graves ", conclui.
Dicas para manter uma boa saúde mental
Não se isole
Reforce os laços familiares e de amizade
Diversifique os seus interesses
Mantenha-se intelectual e fisicamente ativo
Consulte o seu médico, perante sinais ou sintomas de perturbação emocional
Coordenadora do CAPS anuncia projeto para 2013
Acoordenadora do CAPS Viver, Cleciana A. de Oliveira Castro, ainda afirma que a instituição têm sempre buscado melhorar o atendimento em saúde mental, trabalhando em parceria com a comunidade e a rede de saúde e apoio social.
"Para o ano de 2013, a equipe do CAPS Viver pretende desenvolver vários trabalhos junto à comunidade. Pode ser citado como exemplo, uma parceria com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo", anuncia.
"O projeto tem como principal objetivo o desenvolvimento de estratégias e ações voltadas para a prevenção e atenção aos problemas causados pelo uso de álcool e drogas", complementa.
Estrutura
Além de oferecer atendimento humano e de qualidade, o CAPS Viver se consolidou como referência na saúde mental devido à estrutura que o prédio oferece.
Com cerca de 1,8 mil m² de área construída, o prédio conta com consultórios e salas especiais para a prática de oficinas terapêuticas especiais e em grupo. Também há uma fonte no interior do CAPS, que deixa o local mais calmo e bonito, contribuindo para que os pacientes se sintam mais confortáveis.