ECONOMIA

Preço dos ovos de Páscoa aumentou, segundo Fundação Getúlio Vargas
29/03/2013

OVOS DE PÁSCOA ESTÃO 6% MAIS CAROS ESTE ANO


Aumento foi comprovado através de pesquisa feita pela FGV

Os preços dos ovos de Páscoa – que fazem a alegria da criançada, nesta época do ano – estão mais “salgados”. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o ovo está 6,42% mais caro este ano, na comparação com o ano passado. A pesquisa supera a inflação acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC/FGV) entre março de 2012 e fevereiro de 2013, que foi de 6,04%.

O maior aumento médio, entre as sete capitais pesquisadas pela fundação, ocorreu em Porto Alegre, com alta de 8,35%; seguido por São Paulo, com aumento médio de 8,15%. A cidade de Belo Horizonte ficou com menor índice de reajuste, de 4,03%. No Rio de Janeiro, o preço médio do produto aumentou 6,06%.


“Se tal gasto é inevitável nesta época do ano, é preciso controlar o impulso consumista e abusar da pesquisa de preços para economizar e presentear parentes e amigos”, disse o economista André Braz, responsável pelo levantamento, em nova oficial divulgada pela imprensa.

A diretora da creche Lar Francisco de Assis, Ana Patrícia Ribeiro Rodrigues, esteve nos supermercados, durante a semana, e constatou o aumento de preços.

“Realmente, estão mais caros sim”, afirmou categoricamente. Entretanto, ela disse que não deve deixar de comprar ovos devido ao preço.


“Como a Páscoa acontece apenas uma vez no ano, não vejo problema in vestir um pouco mais nos presentes. Este ano, já comprei ovos caseiros, ovos de marcas tradicionais e aqueles nem tão conhecidos, que ficam à venda nos supermercados. Realmente, os caseiros são os melhores e mais em conta”, concluiu a diretora da creche “Lar Francisco de Assis”.

Consumo de chocolate pode ser saudável






Nutricionista do programa “Meu Prato Saudável” destaca que o alimento pode trazer benefícios à saúde
Açúcar, gordura e lactose. É o que vem à cabeça de muitas pessoas quando se fala em chocolate. Mas a nutricionista Lara Natacci, do programa Meu Prato Saudável, parceria do Instituto do Coração (InCor) e do Hospital das Clínicas da FMUSP com a LatinMed Editora em Saúde, faz uma defesa do “alimento proibido”.

Segundo ela, se bem escolhido, o chocolate pode trazer benefícios à saúde. A nutricionista lembra que alguns tipos de chocolates são ricos em antioxidantes, substâncias que ajudam a evitar o acúmulo de metais tóxicos no organismo e melhorar a circulação.

“Uma porção de cerca de 30g, correspondente a uma barra pequena do chocolate com 70% de cacau, tem o conteúdo de substâncias antioxidantes equivalente a uma maçã ou a uma taça de vinho tinto”, afirma a nutricionista Lara, do programa “Meu Prato Fácil”.


“É claro que, antes de sair comendo chocolate durante a Páscoa é preciso conhecer quais são os tipos benéficos e evitar exageros”, recomenda a nutricionista ituveravense Edvânia Romualdo.


Segundo ela, o chocolate que contém pelo menos 70% de cacau, por exemplo, é mais recomendado do que outros tipos, uma vez que o cacau é a fruta que mais contém as substâncias antioxidantes. “O mais importante, entretanto, é se divertir comendo, sem culpa. Tudo que se faz com moderação é bem-vindo”, completou Edvânia.

Conheça outros benefícios do “Chocolate do bem” Outras substâncias com efeitos benéficos presentes no chocolate, segundo a nutricionista, são as aminas biogênicas (que modulam o humor, melhorando a sensação de bem estar e felicidade), as metilxantinas, cafeína e teobromina (substâncias estimulantes), anadamina (provoca efeito de euforia), magnésio (ajuda a melhorar o ânimo, pois regula as concentrações de dopamina no cérebro), carboidratos (aumentam a formação da serotonina, substância que dá sensação de bem estar) e os lipídeos (aumentam a saciedade).

Os piores tipos a serem consumidos são os ao leite e o branco, pois são ricos em gorduras e açúcar, e os que contêm maior quantidade de gordura trans.

Para os chocólatras que não querem sofrer as conseqüências negativas na balança, a dica é não exagerar. “O consumo diário deve ser entre 10 e 20g”, explica a nutricionista do Meu Prato Saudável. Ela alerta que esta quantidade pode variar conforme características orgânicas individuais, além de sexo, idade e atividade física.

Diabéticos e intolerantes à lactose
A nutricionista Lara Natacci alerta que, mesmo no caso do chocolate diet, sem açúcar, para diabéticos, o consumo deve ser ocasional e em pouca quantidade, uma vez que este tipo de chocolate tem alto teor de gordura.


“O recomendado, no geral, é ingerir no máximo entre 20 e 30 g, três vezes por semana, mas aqui também é necessário avaliar cada caso individualmente, por depender de condições orgânicas individuais, estágio da doença, tratamento, atividade física, sexo e idade”, complementa.

Já para quem tem intolerância à lactose, Lara alerta para que sempre se observe a composição do produto, bem como verificar o grau da intolerância. “Algumas pessoas toleram quantidades pequenas. Os chocolates meio amargos têm pouca lactose, alguns apenas traços da substância. Outros são isentos”, conta.

Outra opção é o chocolate de alfarroba, que tem um sabor semelhante ao meio-amargo, ou o chocolate de soja.