CIDADE

Candidatos fazem prova da OAB; no destaque, a ituveravense Alice Oliveira Martins foi uma das aprovadas no último Exame Unificado
31/03/2013

OAB DIVULGA LISTA DE APROVADOS NA PRIMEIRA FASE DO EXAME




Apenas 1 em cada 10 candidatos do 9º Exame de Ordem Unificado foi aprovado. É o que mostrou lista preliminar divulgada na semana passada, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Esta é a menor taxa de aprovação desde que a prova foi unificada, em 2009.

Dos 114.763 inscritos, 19.134 passaram para a segunda fase e somente 11.820 (10,3%) obtiveram êxito na prova prático-profissional. A aprovação é pré-requisito para o bacharel em Direito exercer a advocacia. A lista final de aprovados, após a análise dos recursos, será divulgada em 5 de abril.

A ituveravense Alice Oliveira Martins foi uma das aprovadas no último Exame Unificado. “A prova foi bastante difícil, mas consegui”, comemorou a bacharel em Direito. Alice conta que, para obter a aprovação, estudou muito e fez o curso preparatório Damázio, em São Paulo onde reside, que é totalmente voltado para a prova.

Ela acredita que o crivo da OBA é necessário.

“Infelizmente, o número de faculdades de Direito tem se multiplicado de forma exagerada, sem que haja uma preocupação com a qualidade do ensino. Então, a Ordem tem de utilizar deste recurso para que, no mercado, atuem os profissionais mais bem preparados”, concluiu a advogada.

Filha de Adelino de Jesus Martins e de Maria Alice Abrahão de Oliveira Martins, Alice é casada com Mário Augusto Bento Falleiros, que residem em São Paulo, onde trabalham no escritório da Advocacia Sandoval Filho, do advogado ituveravense Antônio Roberto Sandoval Filho, que é considerado um dos mais competentes profissionais do Direito do país.

Formação deficitária
O advogado ituveravense Danilo Garnica Simini, 26 anos, que é formado desde 2009 pela PUC-Campinas, também fala sobre as dificuldades do exame. “Creio que a baixa aprovação no Exame da OAB tem relação com dois fatores. Primeiramente, pode-se dizer que os alunos quando chegam no Ensino Superior, muitas vezes, apresentam formação básica deficitária, principalmente no que diz respeito a cultura geral e ao domínio da Língua Portuguesa”, disse Para ele, falar bem e ser desinibido contam bastante para o sucesso do futuro profissional. “O curso de Direito exige que o profissional saiba se expressar minimamente bem, caso contrário sua aprovação no Exame da Ordem e seu sucesso profissional se tornarão mais difíceis”, ressaltou o advogado que cursa Mestrado em Direito na UNESP-Franca e é coordenador da Comissão de Cultura da OAB de Ituverava.

Atualmente, o país conta com 1.200 cursos de Direito, com 800 mil alunos matriculados. O número é seis vezes mais que os 200 existentes há 20 anos. Das 220 mil novas vagas oferecidas, apenas 162 mil estão ocupadas.