Agentes da Vigilância Sanitária vistoriam terrenos em ItuveravaSe não houver imprevistos, a aplicação do veneno para combater o mosquito Aedes aegypti - que tem sido realizada em Ituverava pela Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) - deve terminar na próxima semana. O veneno tem sido aplicado em todos os bairros da cidade, de segunda a sexta-feira, desde o dia 11 de março.
De acordo com informações da equipe do Controle de Vetores, se a chuva não atrapalhar, a aplicação deve terminar na próxima quinta-feira, 11 de abril. Este ano, a cidade já registrou 1.663 notificações da doença, das quais 789 são casos positivos.
Além da aplicação do veneno, a Secretaria Municipal da Saúde tem desenvolvido um árduo trabalho de fiscalização. A equipe de agentes da Vigilância Sanitária tem visitado cerca de 450 residências por dia, verificando se existem criadouros do mosquito Aedes aegypti. Ao todo, o município tem 17 mil imóveis.
É importante ressaltar, como lembra o secretário Municipal da Saúde, Wagner Benedetti, que a aplicação do inseticida mata apenas o mosquito adulto, no entanto, os ovos e larvas permanecem intactos com a aplicação do veneno.
"O ovo do mosquito, mesmo em um local totalmente seco, pode ficar intacto por até 450 dias. Nesse período, se ele tiver contato com a água fica ativo e dá origem ao Aedes aegypti. Portanto, é importante que a população cuide de quitais e residências durante o ano todo, fazendo o trabalho de prevenção", diz Benedetti.
"É fundamental que a população mantenha sempre fechados recipientes como barris, tambores, tanques e cisternas, para evitar a proliferação do mosquito, que ‘gosta’ de água limpa e parada", ressalta.
População
Ainda segundo ele, o apoio da população é fundamental para acabar com a situação epidêmica que a cidade vive. "No que depender da administração, faço o compromisso de que será feito. Porém, é importante lembrar que esta é uma ação que só dará resultados realmente eficazes se tiver o auxílio da população", destaca.
"Peço para que cada um faça a sua parte, pois a colaboração de todos é fundamental para eliminarmos o Aedes aegypti, mosquito capaz de contaminar até 300 pessoas em 45 dias", conclui Benedetti.
Crescimento
Ituverava não é a única cidade que vive situação preocupante no que se refere à dengue. De acordo com balanço apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o país registrou 635 mil casos suspeitos de dengue nos três primeiros meses do ano, número quase quatro vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2012: 167,3 mil. O número de mortos em decorrência da doença passou de 102 em 2012, para 108 em 2013. No entanto, o balanço também aponta que o número de casos graves da doença diminuiu.