Rafael Figueiredo Jorge, o pai José de Moura Jorge, o irmão Eduardo Figueiredo Jorge, a irmã Beatriz Figueiredo Jorge e a mãe Ângela Figueiredo O médico ituveravense Rafael Figueiredo Jorge, 31 anos, fará parte da Comissão Técnica da Seleção Brasileira de Basquete Feminino "Sub-19" no Mundial da Lituânia, que será disputado entre os dias 18 e 28 de julho. A seleção é comandada pela treinadora Janeth Arcain, que também convocou 16 atletas e os demais componentes da Comissão Técnica.
Rafael é filho do também médico Dr. José de Moura Jorge e Ângela Figueiredo de Paula Jorge, e tem os irmãos Eduardo Figueiredo Jorge, médico residente em Psiquiatria, na Santa Casa de São Paulo e Beatriz Figueiredo Jorge, estudante do 4º ano de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas de Santos (Fundação Lusíadas).
Dr. Rafael cursou os ensinos Fundamental e Médio no Colégio Nossa Senhora do Carmo - COC, em Ituverava e, é formado em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica (PUC). Ele fez residência em Medicina Esportiva na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina), e também é pós-graduado em Fisiologia do Exercício pela Unifesp e tem título de especialista em Medicina do Esporte e Exercício.
Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o médico falou sobre sua emoção em ser convidado para fazer parte de Comissão Técnica da Seleção Brasileira de Basquete Feminino "Sub-19”, e contou um pouco de sua carreira e explicou os motivos que o levaram a atuar nesta área.
Confira:
Tribuna de Ituverava - O Sr. foi convidado para compor a Comissão Técnica da Seleção Brasileira Sub-19 no Mundial de Basquete. O que isso representa para sua carreira?
Rafael Figueiredo Jorge - Estou muito feliz em ter sido convidado para compor a Comissão Técnica da Seleção Brasileira neste mundial. Acredito que esse seja o fruto de um trabalho que vem sido realizado há 4 anos com as meninas, pois a mesma equipe atua junto desde 2010, quando elas disputaram o Campeonato Sul-Americano de Basquete. Por isso, espero que a equipe tenha a oportunidade de encerrar esse ciclo com uma excelente participação no Mundial da Lituânia.
Tribuna de Ituverava - Qual é a importância do acompanhamento médico para os atletas?
Dr. Rafael - Essa érea da Medicina é bem abrangente, pois lida não só com atletas profissionais, como também amadores de qualquer idade e de qualquer modalidade esportiva. O intuito é prevenir, tratar e reabilitar lesões tanto na parte ortopédica quanto clínica.
Tribuna de Ituverava - Qual a sua expectativa sobre o desempenho da equipe brasileira na competição? Como o senhor vê o basquete brasileiro atualmente?
Dr. Rafael – O basquete brasileiro feminino passa por fase de transição entre grandes jogadoras como Hortência e Janeth, para uma nova safra de grandes talentos, que estão surgindo e amadurecendo. Entendo que renovação, em curto prazo. não é muito fácil, é preciso ter paciência. No entanto, minha expectativa para competição é positiva. A equipe conquistou o 2º lugar no ano passado na Copa América, realizada em Porto Rico, quando perdeu apenas para os EUA, em jogo muito disputado. Portanto, tenho certeza que a seleção terá um excelente desempenho no Mundial.
Tribuna de Ituverava - Desde quando o Sr. atua como médico em equipes esportivas? Por que optou por trabalhar nesta área? Quais competições já participou como médico?
Dr. Rafael - Sempre gostei de medicina e esporte. Durante a graduação, quando soube da nova residência médica implantada no país (Medicina Esportiva), decidi fazer este curso, pois unia duas áreas que me interessava. Trabalho na Confederação Brasileira de Basquete, desde o início de 2010; no Desportivo Brasil/TRAFFIC, desde 2009 e no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, desde 2010.
Com a Seleção de Basquete participei do Campeonato Sul-Americano em 2010, no Uruguai; em 2011 na Colômbia; Torneio Amistoso em Las Vegas, em 2010 e 2011; e Copa América em 2012, em Porto Rico. Como médico do clube Desportivo Brasil, participei de Campeonatos Paulista e Copa São Paulo de Futebol Júnior. Também fiz parte da Comissão Médica do principal torneio de atletismo no país, o Troféu Brasil em 2010, e atuei como médico em diversas modalidades do Centro Olímpico, que é um local onde treinam atletas de diversos esportes como basquete, vôlei, futebol feminino, judô, atletismo, luta olímpica, boxe, natação, entre outros.