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Empresa mudou modo de se referir à região em ferramenta de busca. Em 2012, ONU aceitou Palestina como observador, à revelia dos EUA.
03/05/2013

GOOGLE ABANDONA TERMO TERRITÓRIO PALESTINO E RECONHECE PALESTINA




Enquanto não alcança o status pleno de Estado independente perante as autoridades internacionais, a Palestina já é uma região autônoma. Pelo menos, para o Google.

Nesta quinta-feira (2), o buscador deixou de chama-la de território palestino para passar a se referir a ela simplesmente como Palestina, ou seja, tratando-a como um país.

A mudança sutil ocorreu na ferramenta de busca da empresa. Abaixo do logo, no espaço destinado ao nome das localidades onde roda o serviço, o Google substitui “territórios palestinos” por “Palestina”.

A alteração ocorre sete meses após a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar em votação o reconhecimento da Palestina como um país observador, mas não membro. Isso não dá direito a voto nem é um reconhecimento pleno.

Apesar de pequeno, o gesto do Google vai de encontro ao posicionamento oficial do governo dos Estados Unidos, país que votou contra a entrada da Palestina na ONU.

Além disso, Israel também contrário à decisão em novembro de 2012. A Palestina também é tratada como uma ocupação de territórios.

Após o tratado de Oslo, em 1993, a região é administrada politicamente pela Autoridade Nacional Palestina.



Fonte: g1.globo.com