Maria Beatriz Moura Campos, da DDM, diz que muitas vítimas dão segunda chance a agressor (Foto: 05.jun.2012 - Weber Sian / A Cidade)Em 21 de fevereiro, uma mulher de 42 anos, moradora do Ipiranga, foi agredida física e verbalmente pelo homem com quem morou por uma década, se separou e voltou a conviver no início do ano. Ameaçada de morte e com ferimentos nos braços, ela procurou ajuda policial.
“Essa não foi a primeira vez”, disse ela na ocasião, revelando que já havia registrado boletim de ocorrência contra o companheiro por lesão corporal.
Casos assim são frequentes em Ribeirão Preto. Em média, duas mulheres por dia são agredidas na cidade por seus companheiros. Se contabilizados todos os casos de agressão contra mulheres, o número dobra: quatro por dia. Isto significa que, na média, a cada seis horas, uma mulher sofre agressão em Ribeirão.
“A grande maioria dos agressores são reincidentes”, alerta Maria Beatriz Moura Campos, delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
Ela diz que, apesar da violência, muitas vítimas acabam dando uma segunda chance para o companheiro. No final do ano passado, por exemplo, uma mulher agredida registrou aos policiais que o homem com quem vivia tinha “caráter agressivo e descontrole por álcool”.
Neste caso, o exame de corpo de delito constatou vários hematomas e escoriações na vítima, principalmente no pescoço e nuca. Recentemente, ela foi chamada à DDM para representar contra o agressor, mas não quis.
Prisão
O perdão da vítima, entretanto, não inocenta o agressor no âmbito penal. Se o exame de corpo de delito constatar a agressão, o autor responderá criminalmente e poderá pegar até três anos de prisão.
Dezenove homens foram presos em Ribeirão nos três primeiros meses deste ano por agressão a suas mulheres. Um deles aconteceu na semana passada no Jardim Aeroporto. O agressor foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP)
Fonte:Jornal A Cidade