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O computador vestível possibilita que o usuário utilize o computador através de sinais cerebrais e corporais
27/05/2013

EDIÇÃO 3030 ENQUETES - COMPUTADORES CONTROLADOS PELA MENTE DEVEM CHEGAR EM BREVE


Nova tecnologia está sendo testada por pesquisadores, nos laboratórios da Samsung

Engenheiros que farejavam o código de programação do Google Glass encontraram maneiras de como as pessoas podem interagir com o computador vestível sem dizer nenhuma palavra. Um usuário pode, por exemplo, acenar com a cabeça para ligar e desligar o aparelho; com uma piscada, é possível tirar uma foto.

Mas, estes gestos não serão necessários para sempre. Logo poderemos nos relacionar com nossos smartphones e computadores só com o poder da mente. Em alguns anos, poderemos acender e apagar as luzes de casa só com o pensamento ou enviar um e-mail de nosso smartphone sem sequer tirar o dispositivo do bolso. Num futuro mais distante, seu robô assistente vai aparecer do seu lado com um copo de limonada porque saberá que você está com sede.

Pesquisadores do Laboratório de Tecnologias Emergentes da Samsung estão testando tablets que podem ser controlados pelo cérebro, com o uso de um chapéu repleto de eletrodos de monitoramento, segundo o "MIT Techonology Review", publicação de ciência e tecnologia do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT).

A tecnologia – chamada de interface cérebro-computador – foi concebida para ajudar pessoas com paralisia e outras deficiências a interagir com computadores e braços robóticos, tudo com a força do pensamento. Em breve, essa técnica também pode estar presente em eletrônicos voltados para o grande público.

Não é só ficção
Alguns produtos de leitura cerebral mais primitivos já existem, permitindo às pessoas jogar games simples ou mover o cursor do mouse em uma tela.

A NeuroSky – empresa de San Jose, na Califórnia – lançou recentemente um aparelho que pode monitorar pequenas mudanças nas ondas cerebrais e possibilita ao usuário jogar games de concentração em computadores e smartphones. Estão incluídos jogo de caçar zumbis, tiro com arco e outro de desviar de balas – todos usam a mente como joystick.

Outra companhia, a Emotiv vende dispositivo que parece uma mão gigante de um alienígena e pode ler ondas cerebrais associadas a pensamentos, sentimentos e expressões. Ele pode ser usado para jogar games similares ao Tetris ou fazer buscas no Flickr de acordo com o que o usuário está sentindo --felicidade, entusiasmo – em vez de usar palavras-chave.

O Muse – uma espécie de bandana bem leve – pode se conectar a um aplicativo que "exercita o cérebro" forçando as pessoas a se concentrarem em aspectos da tela, como se levasse o orgão à academia.

Fabricantes do setor automobilístico estão explorando tecnologias acopladas à traseira dos bancos que detectam quando uma pessoa cai no sono enquanto dirige e chacoalham o volante para acordá-la.

Mas os produtos disponíveis no mercado atualmente logo se tornarão arcaicos. “É como se as tecnologias do cérebro de hoje em dia estivessem num dirigível tentando escutar uma conversa num campo de futebol”, disse o neurocientista John Donoghue, diretor do Instituto de Ciências Cerebrais da Universidade Brown.

Por enquanto, “para realmente entender o que acontece no cérebro, é preciso implantar cirurgicamente uma série de sensores nele”, afirmou ele. Em outras palavras, para ganhar acesso ao cérebro, você precisa colocar um chip na cabeça.

Incentivos
Uma iniciativa da administração Obama lançada neste ano, chamada "Projeto de Mapeamento Cerebral", visa a construir um mapa compreensivo do cérebro em dez anos.

A bióloga molecular Miyoung Chun, vice-presidente dos programas científicos da Fundação Kavli, está trabalhando no projeto. Embora diga que o mapeamento do cérebro todo deva levar uma década para ser concluído, ela afirma que as empresas poderão desenvolver novos tipos de produtos com interface cérebro-computador em dois anos.

“O Projeto de Mapeamento Cerebral fornecerá às empresas de hardware várias novas ferramentas que mudarão a maneira como usamos tablets e smartphones. Vai revolucionar de implantes robóticos e próteses neurais a controles remotos – que podem se tornar coisa do passado logo, logo, quando você poderá mudar de canal apenas pensando nisso”, disse Chun.

A interface cérebro-computador levanta alguns medos. No site do Muse, um fórum de perguntas e respostas mais frequentes é dedicado a convencer consumidores de que o dispositivo não pode extrair pensamentos da mente das pessoas.

Repercussão
Nesta semana, a Tribuna de Ituverava foi às ruas saber a opinião dos ituveravenses sobre estas novas tecnologias.

A maioria acredita que, em breve os computadores poderão receber comandos da mente para execução de tarefas do dia-a-dia. Veja, ao lado, as respostas:




Confira as respostas: