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Secretário da Vigilância em Saúde do Ministério, Jarbas Barbosa, durante lançamento da campanha contra tuberculose, em abril
03/06/2013

SUS OFERECERÁ TESTE RÁPIDO PARA DETECTAR TUBERCULOSE


Com nova tecnologia, diagnóstico sai em 2 horas; o teste estará disponível a partir do mês de julho

A partir do mês de julho, o governo federal deverá disponibilizar gratuitamente, para a rede públiuca de Saúde, kits de testes rápidos para diagnóstico de tuberculose.

Para implantação da nova tecnologia no SUS, o Ministério da Saúde investiu R$ 12,6 milhões. Os recursos foram empregados na aquisição de testes, máquinas – computadores de última geração, com leitor de código de barras e impressora – e treinamento dos profissionais de saúde.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Jarbas Barbosa, o novo exame terá capacidade de detectar a presença do bacilo causador da doença em apenas duas horas.

O Gene Xpert, como é denominado, também identifica se a pessoa tem resistência ao antibiótico rifampicina, usado no tratamento da tuberculose.

Já está Em funcionamento
O Gene Xpert, que já está em funcionamento nas cidades do Rio de Janeiro e Manaus desde o ano passado, será implantado em todos os municípios com mais de 200 casos novos notificados em 2012.

Também será disponibilizado nos municípios considerados estratégicos, segundo critérios epidemiológicos (municípios com grande população prisional, população indígena e algumas cidades de fronteiras).

Do total de casos de tuberculose, 60 municípios respondem por 56% das novas notificações de todo o país.

“Este teste permite que as pessoas deixem as unidades de saúde já com o diagnóstico, possibilitando, assim, que iniciem o tratamento mais precocemente”, afirmou o secretário Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

Após transmissão do bacilo, há 50% de chances de ter a doença
Após a transmissão do bacilo, quatro possibilidades poderão ocorrer: o sistema imunológico do indivíduo pode eliminá-lo normalmente, sem deixar vestígios da doença. Ou, a bactéria pode se desenvolver, mas sem causar a doença; a tuberculose se desenvolve (tuberculose primária) ou pode haver a ativação da doença vários anos depois (tuberculose pós-primária).

“Alguns pacientes podem não apresentar os sintomas ou eles serem tão amenos que podem ser ignorados. Afinal, eles são parecidos com os de uma gripe forte. Entretanto, o paciente deve prestar bastante atenção”, ressaltou a médica ituveravense, em entrevista à Tribuna de Ituverava.

Tosse seca e contínua se apresentando, posteriormente com secreção, e com duração de mais de quatro semanas, sudorese noturna, cansaço excessivo, palidez, falta de apetite e rouquidão são os sintomas da doença. Dificuldade na respiração, elimi-nação de sangue e acúmulo de pus na pleura pulmonar são ca-racterísticos em casos graves.

diagnóstico é feito via radiografia
O diagnóstico é feito via análise dos sintomas e radiografia do tórax. Exames laboratoriais das secreções pulmonares e escarro do indivíduo são procedimentos confirmatórios.

O tratamento é feito à base de antibióticos, com duração de aproximadamente seis meses.

A médica complementa que, uma vez iniciado, é imprescindível que o tratamento seja concluído.

“Muitas vezes, a interrupção acontece devido aos efeitos colaterais que o procedimento acomete o indivíduo, como enjôos, vômitos, indisposição e mal-estar geral. Mas, para que ele seja eficaz, ele deve ser terminado”, completou Renata.

A medicação pode ser encontrada no SUS gratuitamente.
Descoberta em 1882, doença é causada pelo bacilo de Koch

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, assim denominado em homenagem ao seu descobridor, o bacteriologista alemão Robert Koch, em 1882.

Outras espécies de micobactérias, como as Mycobacterium bovis, M. africanum e M. microti também podem causar esta doença que afeta, principalmente, os pulmões. Rins, órgãos genitais, intestino delgado, ossos, etc., também podem ser comprometidos.

Transmissão
A transmissão é direta: ocorre de pessoa para pessoa via gotículas de saliva contendo o agente infeccioso, sendo maior o risco de transmissão durante contatos prolongados em ambientes fechados e com pouca ventilação.

“A resposta imunológica é capaz de impedir o desenvolvimento da doença e, por tal motivo, pessoas com sistema imune menos resistente ou comprometido estão mais propensas a adquirir esta doença, de evolução geralmente lenta”, explicou a pneumologista ituveravense, Renata Tristão Rodrigues Lima, que atende na Clínica Nossa Senhora do Lourdes.