Segundo o Plano Safra 2013, serão liberados cerca de R$ 136 bilhões para agricultura brasileiraO Plano Safra 2013 é a novidade na área de Agricultura. Lançado no início do mês, o pacote de medidas – que inclui financiamentos para custeio da produção agrícola e programas de investimento – foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade.
De acordo com Plano, serão liberados cerca de R$ 136 bilhões para agricultura brasileira, sendo R$ 97 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para programas de investimento.
“Este é o maior Plano em volume financeiro já lançado no Brasil. O valor é 18% maior que o disponibilizado no plano anterior, mostrando que o governo não se preocupou apenas em aplicar a correção inflacionária de 2012 que foi de 5,84% e com média de 6,505% até o presente momento de 2013”, explicou o agrônomo da Casa da Agricultura de Ituverava, Leandro Galindo Vitor.
Em entrevista à Tribuna de Ituverava, o agrônomo analisou o pacote de medidas. “A safra de grãos recorde em 2013 – que já era prevista pela Canab e foi confirmada oficialmente no dia 6 de junho, com a produção 184,3 milhões de toneladas – vem corroborar a preocupação do governo federal com armazenamento, que já foi problema na safra anterior. Por isso, além do recurso disponibilizado para o produtor, o novo Plano Safra disponibiliza R$ 25 bilhões para construção de novos armazéns privados nos próximos 5 anos”, afirmou.
Demais modalidades
Para o médio agricultor, há programas voltados à compra de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem, os juros médios são de 3,5% e outros investimentos 4,5%. Os limites para empréstimos também foram elevados de R$ 500 mil para R$ 600 mil e o de investimentos passaram de R$ 300 mil para R$ 350 mil.
“Até o momento os agentes financeiros ainda operam sob as regras do plano anterior, as mudanças serão em breves, mas, ainda sem data marcada, segundo informações das entidades financeiras”, observou Galindo.
“Os produtores rurais que quiserem obter informações sobre o pacote, ou que tiverem dúvidas, podem procurar a Casa da Agricultura”, concluiu.
Análise do pacote
O agrônomo analisou o impacto direto e instantâneo dos principais itens do pacote lançado pelo governo federal, volta à Agricultura.
Agricultura familiar
Taxas de Juro e Teto de Financiamento: Para o agricultor familiar não houve mudanças na taxa de juro para investimento, continua os mesmo 2% ao ano (PRONAF), para custeio o juro de 4% ao ano passou para 3,5%.
A Mudança mais significativa para esse setor foi no Enquadramento. Antes, para ser considerado ‘agricultor familiar’, o produtor tinha de ter renda bruta anual de no máximo R$ 110 mil (considerando rebates dependendo do produto). Agora, a renda bruta passa para R$ 360 mil anual (também considerando os rebates).
. Outras regras são mantidas como não possuir área maior que 88 ha, etc.
. O Limite de Crédito para investimento aumentou de R$ 130 mil para até R$ 150 mil.
Mobilização: atividades que necessitam de maior mobilização de recursos, como a Suinocultura, a Avicultura e a Fruticultura, o valor para o investimento passa a ser de R$ 300 mil e para custeio passa dos atuais R$ 80 mil para R$ 100 mil.